sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sl 1; Lv 19. 1-2, 15-18; 1Ts 2. 1-13; Mt 22. 34-46 – 19 pentecostes - egon


Religião da Lei ou Religião do Evangelho?
Amados irmãos,

            Como cristãos, precisamos conhecer a verdade para sermos libertados das amarras do pecado. Se não almejarmos crescer na fé, no conhecimento de Deus, então deveríamos reconhecer que, como cristãos, estamos mortos. Pois não é possível que saibamos de todo o sacrifício realizado pela nossa salvação, toda a doação, toda a entrega do próprio Filho de Deus na cruz, e isso não faça diferença nenhuma em nós.
            Apesar disto, muitos conhecem toda a obra de Deus e, no entanto, não tem os benefícios que Ele oferece. Conhecer um caminho não significa andar nele. Por isso, hoje queremos ouvir nosso senhor falar justamente quando indagado sobre qual seria a maior Lei de Deus.
            Toda a palavra é dividida em duas formas: Lei e Evangelho. Toda a Escritura nos apresenta a vontade de Deus sendo Lei ou Evangelho.

            A Escritura nos apresenta a Lei quando temos uma ordem, nos mandamento, ou até mesmo nos castigos por alguém não cumprir a Lei de acordo com a vontade de Deus. Por exemplo, no salmo 1, a Lei está expressa com mais clareza onde está escrito: “O mesmo não acontece com os maus, eles são como a palha que o vento leva. No Dia do Juízo eles serão condenados e ficarão separados dos que obedecem a Deus.”v. 4-5. Aqui vemos o juízo do Senhor sobre aqueles que não se alegram na vontade divina. É a Lei que nos diz que todo aquele que peca é escravo do pecado, que o salário do pecado é a morte. A Lei é dura e nos atinge em cheio pois ninguém consegue cumprir suas normas.
            Esta Lei age de três formas nas nossas vidas:
- ela age como freio: ela nos diz até onde podemos ir, e de onde não devemos passar. A lei me ensina que não posso matar, nem ofender, nem roubar, etc...
- ela age como espelho: se não houvesse a lei, nós não teríamos como saber se estamos certos ou errados. Um carro que cruza uma preferencial está errado pois a lei lhe mostra isso. Da mesma forma, quando olho para a lei, posso reconhecer onde eu pequei: quando menti, quando roubei, quando não fui honesto, etc...
- ela age como norma: ela também é preventiva, me mostrando qual é o caminho que Deus deseja que eu ande. Se ele me proíbe de matar, é porque deseja que eu preserve a vida, se ele proíbe cobiçar, é porque Ele deseja que eu preserve o que me foi dado e o que foi dado ao próximo.

            Dentro deste ensino da Lei, os fariseus e os saduceus não se contentaram com os 10 mandamentos, mas elaboraram um conjunto de regras para serem seguidas por quem quisesse ser salvo. Exatamente 613 regras que fazem parte do que é chamado de Talmud. Sobre estas regrinhas, o próprio Jesus diz em Mt 23.2-5: “Os mestres da lei e os fariseus tem autoridade para explicar a Lei de Moisés. Por isso vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles dize. Porém não imitem as suas ações, pois eles não fazem nada do que ensinam. Amarram pesados fardos e os põem nas costas dos outros, mas eles mesmos não os ajudam, nem ao menos com um dedo, a carregar estes fardos. Tudo o que eles fazem é para serem vistos pelos outros...” Estas pessoas conhecem a Lei, ensinam sobre a Lei, mas não vivem sob a Lei. Seria como se domingo após domingo um pastor falasse a vocês da mensagem do amor de Deus, mas não acreditasse nele. Seria uma simples profissão.
                       
            Já o Evangelho é totalmente oposto à Lei e, no entanto, complementar a ela. O evangelho nos ensina tudo o que Deus faz em nosso favor, nos mostra as suas palavras e nos ensina sobre seu amor. A pregação do evangelho nos tira do terror do inferno e nos conduz para a paz do paraíso. São nas palavras do Evangelho que encontramos que “amamos porque Deus nos amou primeiro”, que “Deus amou o mundo tanto que deu o seu único filho para que todo o que nele crê não morra, mas tenha a vida eterna”. Novamente pelas palavras do salmo 1 vemos os frutos e o ensino do evangelho: “Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus... o prazer deles está na Lei do Senhor, nessa Lei meditam de dia e de noite. Estas pessoas são como árvores que crescem na beira de um riacho, elas dão frutas no tempo certo e suas folhas não murcham. Assim também tudo o que estas pessoas fazem dá certo... Pois o Senhor dirige e abençoa a vida daqueles que  lhe obedecem.” Todas as promessas, todas as bênçãos, tudo o que o Senhor faz em nosso favor, sem nosso merecimento é evangelho.

            Sabendo disto, nós podemos dizer que existem dois tipos de religião: A religião da Lei e a Religião do Evangelho. E hoje vocês estão diante de Jesus, perguntando o que é mais importante, qual religião é mais importante: lei ou evangelho?
            Se você se preocupa somente com um bom testemunho das pessoas, se você se preocupa com o que o outro pode pensar, ou então, está convencido de que você não é uma pessoa má e que irá para o céu, pois nunca fez nada de mal para ninguém, você é um forte seguidor da religião da Lei e o teu destino é o inferno. Pois somos lembrados pelo apóstolo que “se alguém deseja ser justificado pela Lei, então precisa cumprir toda a lei.” Você pode até ter se esforçado em ser uma boa pessoa, mas quando você fica irado, quando você conta uma mentirinha, quando você pensa um pensamento contrário à vontade de Deus, você estará sendo julgado por toda a lei e pecou em todos os seus mandamentos. “Mas pastor, assim é impossível cumprir a Lei de Deus!” Exatamente, é impossível.
            Se compreendermos isto, então poderemos perceber o quanto é grande o presente que Deus nos dá no Evangelho, pois lá encontramos que “Jesus sacrificou a si mesmo pelos nossos pecados”, no evangelho descobrimos que “o Salvador veio até nós mesmo quando nós ainda estávamos perdidos no pecado”. Na pregação do Evangelho descobrimos que “Deus é amor” e que “ Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda injustiça”.

            Olhe para o seu coração: se você acredita que precisa fazer algo para ser salvo, boas coisas, ajudar o próximo, ofertar ou até mesmo vir ao culto, então a sua religião é a da Lei e você está perdido. Mas se você tem a certeza de que Jesus é o seu suficiente salvador, que Deus fez todo o necessário para que você tenha a vida eterna, e que agora, você vem para o culto agradecer, louvar, e que você ajuda as pessoas porque Deus te ajuda, consola porque Deus já te consola, é uma pessoa bondosa porque Deus já é bondoso com você, então você está de acordo com o evangelho do Senhor. Se for este o caso, a pergunta do fariseu, no texto de Mateus, não tem tanta importância. Pois o ser humano pode mudar as suas perguntas e tentar achar brechas na lei, mas a resposta de Deus vai ser sempre a mesma: Amor. Jesus te amou, ama e sempre vai amar. Isto é o mais puro evangelho.

sábado, 8 de outubro de 2011

Sl 23; Is 25. 6-9; Fp 4.4-13; Mt 22.1-14 – 17º após pentecostes – egon


Sejam Felizes em Cristo!

Sérgio era um homem íntegro, correto e muito humilde. Era homem de palavra, quando falava, cumpria. Nunca foi um homem de muitas frescuras, mas sempre teve o que precisava para viver. Certa vez, mediante suas ações para com os outros, ele foi convidado para uma premiação muito importante, onde ele receberia um prêmio de cidadão honorário. Que alegria ele sentiu! Que honra! Mas... era uma festa muito “chique” e ele na sua simplicidade, não tinha dinheiro para alugar ou comprar uma roupa que fosse adequada para ele e para sua família. E ele se sentiu mal por isso.
           Ele sentiu-se como nós nos sentimos quando percebemos que a roupa que vestimos não condiz com o ambiente, ou com a ocasião. A tendência e nos sentirmos deslocados.
Diante de deus, aprendemos que devemos nos vestir da melhor forma possível, com as melhores roupas. Os mais experientes talvez tenham vivido a época em que existiam duas roupas: a de uso diário e a domingueira. A melhor roupa era para o culto! Pois aquele momento é o mais importante. Mas hoje perdemos uma boa parte desta tradição das roupas para o culto, em parte porque foi amplamente ensinado que para Deus não importam as roupas, mas sim o coração; que o que importa é estarmos na casa de Deus. Sem afirmar que isto é certo ou errado, hoje veremos Deus reafirmar o seu convite para sua grande festa, um convite que recebemos desde o nosso batismo. Este convite já nos faz vislumbrar quão grande será a festa de Deus. É por isso que podemos dizer junto com o apóstolo Paulo: Tenham alegria!
       O apóstolo Paulo sofreu muitas privações durante a sua vida, e, assim como outros cristãos, foi perseguido e morto por causa da sua fé. Mas isso não o impediu que tivesse alegria e que compartilhasse a sua alegria com outros. A alegria de ser cristão era maior do que as tristezas.
Esquecemos disto quando passamos dias após dias preocupados com nossos problemas pessoais, lembramos de Deus em um ou outro momento, mas é difícil espantar a tristeza e a insegurança somente pela fé. Conheci uma certa senhora que viva reclamando da vida: reclamava do joelho, reclamava dos preços, reclamava do marido e dos filhos. Ela poderia ter um dia maravilhoso, perfeito, mas se houvesse uma oportunidade de reclamar... E quantos dias da nossa vida passamos assim! Voltados para nossas contas para pagar, ranzinzas porque o time perdeu, preocupados com nossas dores nas costas ou nas pernas... E pensamos e vivemos mais os problemas do que todo o resto. Agimos como aqueles pastores que nos cultos chamam mais o Diabo para expulsar do que falam de Jesus.
É por isso que precisamos ouvir Deus falar através do apóstolo: Tenham alegria!
1 - Tenham alegria porque Deus estará com vocês.
Não há alegria maior do que esta. Saber que o Deus todo poderoso estará olhando por ti, cuidando de você, ouvindo você! Quando esquecemos que Deus está do nosso lado, esquecemos também que todos nossos inimigos já foram vencidos, nos deixamos abater e nossa fé vacila. Precisamos lembrar que O Senhor é nosso Pastor e nada nos faltará. Precisamos lembrar que Ele nos fará descansar, ele renovará as nossas forças e nos guiará por caminhos que, por mais escuros que sejam, não nos atingirão. Precisamos lembrar que somos convidados de honra do Senhor e que a sua bondade e o seu amor sempre estarão conosco.
Repito: Tenham alegria! É o que diz Deus através do apóstolo: “O Senhor virá logo. 6 Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido. 7 E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus.” Deus quer que a sua vida não seja cheia de medos, de preocupação, de pensamentos e sentimentos ruins, mas Ele deseja que a vida de vocês seja transformada inteiramente, de modo que vocês já consigam ver o banquete que está preparado, a grande festa no céu, oferecida por Jesus, à qual todos nós já estamos convidados. Esta festa será tão boa que Deus quer que ela transforme nossa vida. Pensem no Sérgio, quando reebeu a notícia do prêmio que ganharia: Que alegria deve ter sentido! Esta alegria Deus quer para você! Os problemas não sumiram, o Diabo continua tentando nos derrubar do caminho da salvação, mas... ainda assim podemos ser felizes pois Deus estará conosco!
2 – Tenham alegria porque o Senhor virá logo! Seu convite está estendido, seu chamado está feito. Assim como no texto do evangelho, onde Deus, na pessoa do rei, manda chamar a todos os seus súditos para a festa de casamento que ele daria para seu filho. Mas infelizmente, assim como na parábola, muitos estão ouvindo o convite mas não o estão atendendo, estão rejeitando a festa que Deus está oferecendo! Muitos ouvem as palavras de Deus mas não as guardam no coração, leem a respeito do que Deus sacrifica para esta festa, e mesmo assim rejeitam o seu convite. Talvez muitos de nós ainda hoje estejamos rejeitando o chamado do Rei, enchendo nossas vidas com desculpas esfarrapadas para não estar na sua casa. Mas... o convite continuará estendido! Ouçam este chamado de Deus!
“Mas pastor, na parábola o homem foi expulso porque não tinha as roupas certas. Deus fará isso comigo?” Mesmo que nós quiséssemos vestir nossas melhores roupas para estar dinate de Deus elas seriam trapos imundos, elas seriam vergonha, mais vergonha do que estar vestindo bermuda e chinelo em festa de terno e gravata! Por isso Deus veste aos seus filhos com a única roupa que necessária: Cristo. Esta roupa cobre nossos pecados e nos coloca diante do trono de Deus. Quando Cristo está em nós por meio da fé, nós vestimos a roupa mais linda que se pode vestir!
Repito: Tenham alegria, pois Cristo é a nossa roupa de festa, da grande festa no céu. Vistam-se dele, do seu sacrifício, da sua vitória. E sejam felizes nele.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sl 25. 1-10; Ez 18.1-4, 25-32; Fp 2.1-18; Mt 21. 23-32 – 15 Pentecostes - egon

Porque Confiar em Deus?

                Amados irmãos, acompanhando as notícias desta semana, li a respeito de uma esposa que descobriu que o seu marido a traía, no interior de São Paulo. Quando eles discutiram, ela o agrediu com tapas e depois pegou o carro e o atropelou, ferindo-o gravemente. Infelizmente este é um tipo de notícia bastante comum hoje em dia, onde a confiança nas pessoas e na própria família está muito enfraquecida. Aquela esposa provavelmente confiava no seu marido e, quando esta confiança foi destruída, ela sentiu-se destruída também, visto a sua reação.

                Em quem nós confiamos? Existe alguém em que realmente podemos confiar? Existe uma pessoa com a qual podemos contar todos os nossos segredos pessoais sem ter nenhuma ponta de medo? Feliz é a pessoa que tem amigos, irmãos, parentes assim.

                O salmo de hoje nos faz refletir a respeito de alguém em quem podemos confiar. Em todas palavras lidas do salmo 25. 1-10 podemos perceber um relacionamento fundamentado em uma confiança tão profunda que não pode ser quebrada. O salmista dirige-se a Deus dizendo: “Ó senhor Deus, a ti dirijo a minha oração. Meu Deus, eu confio em ti.” V. 1,2. Ele sabia que Deus sempre estaria com ele. Mas como? Porque? Como eu também posso ter esta certeza? As mudanças que testemunhamos acontecem num ritmo tão frenético que às vezes nós também nos questionamos, esquecemos, e até nos desesperamos porque não podemos compartilhar com ninguém o que nos aflige, mesmo sabendo que Deus se coloca ao nosso lado para nos ouvir, nós não falamos com Ele, não pedimos nem agradecemos como deveríamos. Então, vamos acompanhar as palavras do salmo para aprendermos porque podemos confiar em Deus sempre.

1 – Porque Ele salva-me da vergonha da derrota: v. 2,3: “Salva-me da vergonha da derrota, não deixes que os meus inimigos se alegrem com a minha desgraça. Os que confiam em ti não sofrerão a vergonha da derrota, mas serão derrotados os que sem motivo se revoltam contra ti.” Deus apresenta-se para a humanidade como o Deus que tem poder para vencer todos os inimigos. Em sua Palavra, Ele prometeu nunca abandonar os que crêem em Jesus como o único Salvador e, quando Ele vence por nós a maior de todas as batalhas, ele nos declara inocentes, e porque estamos unidos com Jesus, não sofremos mais com a vergonha do pecado e da morte, mas “somos mais que vencedores.”

2 – Porque Ele ensina os caminhos corretos: v. 4,5: Ó Senhor, ensina-me os teus caminhos! Faze com que eu os conheça bem. Ensina-me a viver de acordo com a tua verdade, pois tu és o meu Deus, o meu Salvador. Eu sempre confio em ti.” Quantas vezes nós ficamos sem saber em que direção andar! E sem reação diante das tormentas que se abatem sobre tudo o que consideramos seguro, mas que de um momento para o outro podem ruir! Lembremos que o autor deste salmo é um homem aflito, que ora pedindo ajuda e proteção. Em suas palavras percebemos que o seu desejo é seguir os caminhos de Deus, fazer a sua vontade, conhecer a verdade divina. E como seríamos tristes se Deus não a revelasse para a humanidade! O ser humano sempre apega-se à sua sabedoria e procura seguir os seus caminhos, que sempre conduzem a nada. E nem por isso Deus nos abandona. Não, ele ouve quando clamamos, ouve quando oramos, ouve quando pedimos, ouve quando nos arrependemos de abandonar os seus caminhos e, mesmo que estejamos afastados podemos orar como o salmista: Ó Senhor, ensina-me os teus caminhos! Faze com que eu os conheça bem. Ensina-me a viver de acordo com a tua verdade, pois tu és o meu Deus, o meu Salvador. Eu sempre confio em ti.” Como é bom termos a quem recorrermos no momento da necessidade!

3 – Porque Ele é bondoso: v. 6: Ó Senhor, lembra da tua bondade e do teu amor, que tens mostrado desde os tempos antigos.” Em sua bondade, o Senhor entrega-se a nós inteiramente, por causa da sua bondade e misericórdia paternas, emos tudo o que é necessário para nossa vida material e espiritual. Quando confessamos que Deus é o nosso Pai criador, no Credo, confessamos também que a nossa suficiência vem dele. Também somos tentados a confiar em nossa força, em nossa vontade, nosso dinheiro, dizendo a nós mesmos que “eu consegui”, “eu posso”, “eu sou dono de mim mesmo”, mas se Deus não for por nós, então não teríamos nada. Se Deus não me desse força, eu seria fraco, se Deus não me desse saúde, então eu seria doente, e se Deus permite que eu me sinta fraco, e doente, ou impotente em alguns momentos, é porque Ele quer lembrar-nos de que Ele é nossa suficiência, de que Ele é o Deus do impossível. Essa bondade, este amor, revelou-se da forma mais completa na obra do nosso Senhor, pois ali Jesus nos concedeu tudo o que era necessário para o nosso resgate, sem que eu merecesse nada do que foi feito por mim. Existe maior bondade do que dar a própria vida? Posso confiar em Deus porque Ele é bondoso.

4 – Porque Ele perdoa os pecados: v. 7:  Esquece os pecados e os erros da minha mocidade. Por causa do teu amor e da tua bondade, lembra de mim, ó Senhor Deus! Como é bom quando somos perdoados! Cometemos muitos erros durante a vida, diante das pessoas alguns são maiores, outros menores, e não importa o quanto tenhamos machucado ou ofendido a sensação é a mesma: Como é bom ser perdoado! Diante do Senhor não existe pecado maior ou menor, pois todos eles têm o mesmo preço, que é a morte. No entanto, Jesus ordenou que seus discípulos anunciassem que todo aquele que confessa os seus pecados e os entrega nas mãos de Deus, seriam perdoados. Este perdão é seu! Este perdão está estendido diante de nós! Este perdão foi conquistado para nós!

5 – Porque Ele é fiel: v. 10: Ele é fiel e com amor guia todos os que são fiéis à sua aliança e que obedecem aos seus mandamentos.” Deus é fiel. Em todas as suas palavras e promessas, sempre foi fiel. Sempre agiu conforme a aliança que estabeleceu com seus filhos, e não porque precisasse disto, mas porque escolheu agir com fidelidade. Mesmo quando nos afastamos da sua presença, mesmo quando cedemos às tentações e cometemos os mais graves pecados, seu Espírito vem a nós trazendo a sua pregação de Lei e Evangelho. Lei que nos assusta, que nos avisa, que nos condena. Evangelho que proclama a nós o perdão, que nos traz o perdão, que nos reconcilia com Ele. Apesar de mim mesmo, Deus é fiel.

6 – Porque Ele é o nosso Deus, nosso Salvador: v. 5: “Ensina-me a viver de acordo com a tua verdade, pois tu és o meu Deus, o meu Salvador. Eu sempre confio em ti.” Porque orar? Ofertar? Vir para a igreja? Ler a Bíblia? Participar de orações e estudos bíblicos? Congressos? Porque testemunhar? Porque fazer o que é correto? Porque confiar em Deus? Porque acima de todas as razões levantadas pelo salmista, Ele é o NOSSO DEUS, NOSSO SALVADOR. Pagou o preço por nossos corações. Porque Ele tem toda a autoridade, no céu, na terra, no mar, e até no mundo dos mortos. Porque Ele é Senhor dos vivos e dos mortos. Porque o seu nome é o mais importante de todos. Porque nos somos os seus filhos. E Ele é o nosso amoroso Pai.

EG



sábado, 10 de setembro de 2011

Liturgia 13 pentecostes - egon

Amados, em anexo, slides da liturgia do culto de 11 de setembro.
No link abaixo, dowload da versão em pps e word.
PPS
http://www.4shared.com/file/yVZy1tWX/liturgia_13_pentecostes_-_egon.html
Word
http://www.4shared.com/document/e-tR77uZ/Liturgia_13_pentecostes_-_egon.html


Bênçãos de Deus.

Sl 103. 1-12; Gn 50. 15-21; Rm 14. 1-12; Mt 18. 21-35 – 13 Pentecostes - egon


O preço do perdão
                Amados, muitos de vocês devem lembrar que a algum tempo atrás era muito comum aquela propaganda de um cartão de crédito que terminava dizendo: Não tem preço! Realmente, muitas das coisas que eram mostradas, dinheiro algum poderia comprar. Como cristãos, conhecemos muitas coisas que não podem ser compradas, nem conquistadas, nem merecidas. Meditando nos textos bíblicos para este final de semana, podemos dizer que “ser perdoado por Deus e ganhar a vida eterna – não tem preço.”

                Este preço é o assunto de toda a Palavra de Deus, este preço é o centro de toda a Bíblia: Deus o nosso Pai deseja estar reconciliado com seus filhos, deseja acalmar os seus corações, deseja viver com eles em eterna justiça e bem-aventurança, como escreve Lutero na explicação do segundo artigo do Credo Apostólico, e para que isto aconteça, Deus precisava pagar um preço. Quando o era humano afastou-se do seu Criador, era necessário que o perdão divino agisse neste mundo, para que a vontade celestial fosse feita novamente. Era necessário que o ser humano encontrasse perdão. O preço deste perdão era muito elevado, tão alto que mesmo que um homem dedicasse sua vida inteira a alcançá-lo, ele não conseguiria. Mesmo que esta pessoa buscasse em tudo realizar boas coisas para merecer o perdão, ainda assim ele não mereceria. Era necessário que o próprio Deus perdoasse. E como a sua vontade era ter seus filhos em seus braços, ele assim o faz. Perdoa. Pagando o preço exigido pelo perdão.

                E com a bênção do Pai, podemos viver este perdão dia após dia.
                Vivemos o perdão divino em nossos relacionamentos familiares, quando temos inúmeras oportunidades de perdoar aquele que levantou a voz, perdoar aquele que pegou algo que não era dele, perdoar pelas falhas e pecados que são cometidos e acabam atingindo as pessoas que mais amamos. Perdoar verdadeiramente, e não um simples “fingir esquecer”. Perdoar a ponto de dizer “eu te perdôo”, perdoar a ponto de verter lágrimas. Perdoar como José perdoou.
                Aquele homem havia sido excluído pelos irmãos por seguir sempre o que era correto. Quando não parecia ter como piorar o relacionamento, seus irmãos o vendem como escravo. Queriam se ver livres de José. Quando José tem a faca e o queijo na mão para castigar seus irmãos, ele cuida deles, e cuida do seu pai Jacó. No texto de Gn 50. 15-21, os irmãos de José ficam com medo quando Jacó morre, pois acreditam que José só cuidou deles até agora por causa do pai, e agora Jacó estava morto. Eles chega a José e pedem: “Perdoa a nossa maldade, pois somos servos do Deus do seu pai.” Gn 50. 17. Eles não entendem José. Não entendem que o perdão é maior do que a raiva. Não entendem porque José chora. Não entendem que o que eles tinham feito, Deus havia transformado em bem. José respondeu: “Não tenham medo, eu não posso me colocar no lugar de Deus. É verdade que vocês planejaram aquela maldade contra mim, mas Deus mudou o mal em bem para... salvar a vida de muita gente. Não tenham medo. Eu cuidarei de vocês e dos seus filhos.” Gn 50. 19-20.
                O amor de Deus transformou aquela família e o desejo do Pai é que a nossa família também seja transformada.
                Como cristãos podemos viver o perdão em nossos relacionamentos como igreja, como povo de Deus. Quando nos importamos com nosso irmão na fé, quando percebemos que não está reunido com os outros há muitos dias e o procuramos, quando perdoamos palavras e atitudes que são contra a nossa vontade, quando nos preocupamos em fortalecer a fé mútua, com coisas muitas vezes simples, quando temos cuidado para criar escândalo no coração do irmão mais fraco na fé. Certa vez, um irmão disse que não gostava que o altar fosse afastado da parede e, quando um pastor chegou naquela igreja, ele logo afastou o altar e começou a realizar os cultos de frente para a congregação. Aquele irmão nunca mais voltou para o culto e quando o pastor foi para outro local, na primeira oportunidade que teve, aquele irmão colocou o altar de volta encostado na parede. E voltou para os cultos. Será que não seria muito mais importante estar na presença de Deus? Não houve perdão e reconciliação nem na pessoa do irmão nem na pessoa do pastor.
                Quando o apóstolo escreve aos Romanos “Aceitem entre vocês quem é fraco na fé sem criticar as opiniões dessa pessoa. Por exemplo, algumas pessoas crêem que podem comer de tudo, mas quem é fraco na fé come somente verduras e legumes.” Rm 14.1-2. Ele está dizendo que se o irmão se sente bem comendo carne, tudo bem, se ele se sente bem comendo verdura, tudo bem. Se ele só come peixe, tudo bem, se ele se sente bem comendo carne de cordeiro na Sexta Feira Santa, tudo bem. O importante é que tudo seja feito em amor para com Deus. “Se vivemos é para o Senhor que vivemos, se morremos, também é para o Senhor que morremos. Assim, tanto se vivemos como se morremos, somos do Senhor.” Rm 14. 8. Perdoados pelo Senhor, nós vivemos e morremos. Perdoados, perdoamos.

                Quando você entra em um templo para ouvir a mensagem de Cristo, tudo o que você ouve é que Deus pagou o preço mais alto de todos, Ele deu a sua vida para que você tivesse perdão. Este perdão, Deus coloca nas suas mãos todos os cultos:
                 - Através do batismo, que te lava e te concede uma nova vida com o Espírito Santo;
                 - Através da Confissão dos Pecados, onde Deus te declara perdoado;
                - Na Santa Ceia, onde aprendemos que o que recebemos do corpo e sangue de Jesus é perdão, vida e salvação. Pois onde há perdão, há também vida e salvação.
               
                O texto do evangelho nos mostra um servo que devia uma dívida impagável. Mas o rei perdoou aquela dívida. Se agimos como o servo, que mesmo sendo perdoado não soube perdoar migalhas, então nós tiramos a glória que é de Deus. Nossos olhos precisam estar atentos para o que Deus fez em nós, por nós. Ele perdoou uma dívida impagável. Em Cristo, nos declarou justos.
                E não. Não é verdade que o perdão não tem preço. Teve preço sim. O mais alto de todos. Por causa do seu amor por você, Jesus pagou o preço que era devido.
Agora você está perdoado dos seus pecados! Em nome do pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
EG