APENAS UMA CAIXINHA...
Há certo tempo, um homem castigou sua pequena filha por desperdiçar um
rolo de papel de presente dourado. O dinheiro andava escasso naqueles dias,
razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixa com
aquele papel dourado para depois colocá-la debaixo da árvore de Natal. Apesar
de tudo, na manhã seguinte, a menina levou o presente a seu pai e disse: Isto é
para você, pai! Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação. Abriu o
presente e voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia.
Porventura, você não sabe que, quando se dá um presente a alguém, a gente
coloca alguma coisa dentro da caixa? A menina olhou para cima com lágrima nos
olhos e disse: Pai, não está vazia. Eu a enchi de beijos! São todos para você.
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o
perdoasse. Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por
anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, tomava da caixa um
beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali. De uma forma
simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha
dourada, cheia de amor incondicional e beijos de nossos pais, filhos, irmãos e
amigos... E, principalmente de nosso bondoso Deus. Ninguém poderá ter uma
propriedade ou posse mais bonita que esta.
Oração: Senhor Jesus, obrigado por entregares tua própria vida para que hoje nós tenhamos vida. Ajude-nos, com teu Espírito Santo, para que aprendamos a amar o nosso próximo, sendo pacientes e carinhosos, especialmente com nossa família. Que o teu amor nos guie. Amém.
CHINELOS DOURADOS
Faltavam apenas cinco dias para o
Natal. O espírito da ocasião ainda não tinha me atingido, mesmo que os carros
lotassem o estacionamento do shopping. Dentro
da loja, era pior. Os últimos compradores lotavam os corredores.
- Por que vim logo hoje? Perguntei a mim
mesmo.
Meus pés estavam tão inchados quanto
minha cabeça. Minha lista continha nomes
de diversas pessoas que diziam não querer nada, mas eu sabia que ficariam
magoados se eu não os comprasse qualquer coisa. Comprar para alguém que tem tudo e com os
preços das coisas como estão, fica muito difícil. Apressadamente, eu enchi meu carrinho de
compras com os últimos artigos e fui para a longa fila do caixa.
Na minha frente, duas pequenas crianças:
um menino de aproximadamente 10 anos e uma menina mais nova, provavelmente de 5
anos. O menino vestia roupas muito
desgastadas. Os tênis me pareceram grandes demais e as calças de brim muito
curtas. A roupa da menina assemelhava-se
a de seu irmão. Carregava um bonito e
brilhante par de chinelos com fivelas douradas.
Enquanto a música de Natal soava pela
loja, a menina sussurrava desligada mas feliz. Quando nos aproximamos finalmente
do caixa, a menina colocou, com cuidado, os chinelos na esteira. Tratava-os
como se fossem um tesouro. O caixa anunciou a conta.
- São R$ 26,00.
O menino colocou suas moedas enquanto
procurava mais em seus bolsos.
Veio finalmente com R$ 13,12.
- Acho que vamos ter que devolver.
Voltaremos outra hora, talvez amanhã.
Com esse aviso, um suave choro brotou da
pequena menina.
- Mas Jesus teria amado esses chinelos,
ela resmungou.
- Bem, nós vamos para casa e
trabalharemos um pouco mais.
Não chore. Nós voltaremos. Disse com
firmeza o menino.
Rapidamente, eu entreguei R$ 13,00 ao
caixa. As crianças tinham esperado na fila por muito tempo.
E, além de tudo, era Natal.
De repente um par de braços veio em
torno de mim e uma pequena voz disse: - Agradeço, senhor.
- O que você quis dizer quando falou que Jesus teria gostado dos chinelos? Perguntei curioso.
O pequeno menino me respondeu: - Nossa mãe está muito doente e vai pro céu.
- O que você quis dizer quando falou que Jesus teria gostado dos chinelos? Perguntei curioso.
O pequeno menino me respondeu: - Nossa mãe está muito doente e vai pro céu.
Papai disse que ela pode ir antes mesmo
do Natal.
Ela vai ficar com Jesus.
E a menina completou: - Meu professor de
religião disse que as ruas no céu são de ouro, brilhantes como estes chinelos.
Mamãe não ficará bonita andando naquelas
ruas com esses chinelos?
Meus olhos se inundaram de lágrimas e eu respondi:
- Sim, tenho certeza que ficará.
Silenciosamente agradeci a Deus por usar
estas crianças para me lembrar do verdadeiro espírito de Natal. O importante no Natal não é a quantidade de
dinheiro que se gasta, nem a quantidade de presentes que se compra, nem a
tentativa de impressionar amigos e parentes.
Assim é Deus. É o amor em seu coração. Quando Deus está em nosso coração, novas coisas tem valor, não só no natal, mas em todos os dias das nossas vidas.
Oração: Abre, Senhor Jesus, nossos corações para as oportunidades de testemunhar o teu amor. Abençoa a todos neste mundo, para que sempre ensinemos nossas crianças a calçarem chinelos dourados. Em teu nome Jesus. Amém.
A parábola do urso e o ateu.
Um ateu estava passeando em um bosque, admirando tudo o que aquele "acidente da evolução" havia criado. Mas que árvores majestosas! Que poderosos rios! Que belos animais! – ia ele dizendo a si mesmo.
À medida
que caminhava ao longo do rio, ouviu um ruído nos arbustos atrás de si. Ele
virou-se para olhar. Foi então que viu um corpulento urso pardo caminhando na
sua direção.

Rolou no
chão rapidamente e tentou levantar-se. Só que o urso já estava em cima dele,
procurando prendê-lo com uma das patas e tentando agredi-lo ferozmente com a
outra.
Nesse
exato momento, o ateu exclamou: - Oh, meu Deus!!!... O tempo parou. O urso
ficou sem ação. O bosque mergulhou em silêncio. Até o rio parou de correr. Uma luz
clara começou a brilhar, enquanto uma voz vinda do céu dizia: - Tu negastes a
minha existência durante todos esses anos. Ensinaste a muita gente que eu não
existia e reduziste a minha criação a um "acidente cósmico". Esperas
que eu te ajude a sair desse apuro? Devo eu esperar que tenhas fé em mim? O
ateu olhou diretamente para a luz e disse:- Seria hipocrisia de minha parte
pedir que, de repente, me passes a tratar como um cristão.
Mas,
talvez, poderias transformar o urso em um cristão? - Muito bem - disse a voz -
farei o que pedes. A luz foi embora. O rio voltou a correr. Os sons da floresta
voltaram.
E,
então, o urso recolheu as garras, fez uma pausa, se ajoelhou, abaixou a cabeça
e falou:- Senhor, agradeço humildemente por esse alimento que me deste e que
vou comer agora. Amém!
ORAÇÃO: Obrigado Senhor Deus por colocares a fé em nossos corações. Fortelaça-nos sempre na direçao dos teus braços. Somente assim seremos de louvar o teu grandioso nome e poder. Que a tua vitória e mCristo Jesus seja sempre a nossa vitória, pois nele cremos e confiamos. Amém.
EG
ENQUANTO SOPRAM OS VENTOS!
Certo
fazendeiro possuía terras ao longo do litoral. Ele constantemente anunciava
estar precisando de empregados. A maioria de pessoas estava pouco disposta a
trabalhar em fazendas do litoral. Temiam as horrorosas tempestades que varriam
constantemente aquela região, fazendo estragos nas construções e nas
plantações. Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas.
Finalmente, um homem baixo e magro, de meia idade, se aproximou do fazendeiro.
Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro. Bem, eu posso dormir enquanto
os ventos sopram. Respondeu o pequeno homem. Embora confuso com a resposta, o
fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao
redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer. E, o
fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. Então, uma noite, o vento
uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até
o alojamento do empregado. Sacudiu o pequeno homem e gritou: Levanta! Uma
tempestade está chegando. Amarre as coisas antes que sejam arrastadas. O
pequeno homem se virou e disse de maneira calma: Não senhor! Eu já tinha lhe
dito que posso dormir enquanto os ventos sopram. Enfurecido pela resposta, o
fazendeiro estava pronto para despedi-lo imediatamente. Em vez disso, ele se
apressou para preparar o terreno devido à tempestade. Do empregado, trataria
depois. Mas, para seu assombro, o proprietário descobriu que todos os montes de
feno tinham sido cobertos com lonas e estavam firmemente presos ao solo. As
vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros... Todas as portas
estavam muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi
amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro entendeu naquele momento o
que seu empregado quis dizer anteriormente. Então, retornou para sua cama para
também dormir enquanto o vento soprava.
O
que quer nos ensinar essa história? Quando se está preparado espiritual, mental
e fisicamente, você não tem nada a temer. A pergunta que resta é: Você pode
dormir enquanto os ventos sopram em sua vida?
Oração: Senhor Jesus, estende a tua mão para nos proteger enquanto os ventos desta vida e deste mundo sopram, querendo nos afastar do teu amor. Fortaleça a nossa fé, conçeda-nos a tua força, preencha-nos com teu Santo Espírito. Em teu nome pedimos. Amém.
O Colar e o rapaz
Um rei tinha presenteado sua filha, a princesa, com um belo colar
de
diamantes. O colar foi roubado e as pessoas do reino procuraram por toda a parte sem conseguir encontrá-lo.
diamantes. O colar foi roubado e as pessoas do reino procuraram por toda a parte sem conseguir encontrá-lo.
Alguém disse que um pássaro poderia tê-lo levado, fascinado pelo brilho.
O rei
então pediu a todos que voltassem a procurá-lo e anunciou uma recompensa de $ 50.000 para quem o encontrasse
então pediu a todos que voltassem a procurá-lo e anunciou uma recompensa de $ 50.000 para quem o encontrasse
Um dia, um rapaz caminhava de volta para casa ao longo de um lago ao lado
de uma área industrial. O lago estava completamente poluído, sujo e com um mau
cheiro terrível. Enquanto andava, o rapaz viu algo brilhar no lago e quando
olhou viu o colar de diamantes.
Decidiu tentar pegá-lo, de forma que pudesse receber os $ 50.000 de
recompensa. Pôs sua mão no lago imundo e agarrou o colar, mas de alguma forma o
perdeu e não o pegou.
Tirou a mão para fora e olhou outra vez , e o colar estava lá, imóvel.
Recomeçou. Desta vez entrou no lago e, emporcalhando sua calça no lago imundo,
afundou seu braço inteiro para pegar o colar.
Mas, estranhamente, ele perdeu o colar novamente! Saiu e começou a ir
embora, sentindo-se deprimido. Então, outra vez ele viu o colar, bem ali. Desta
vez ele estava determinado a pegá-lo, não importava como.
Decidiu mergulhar no lago, embora fosse algo repugnante de fazer, tal a
sujeira era lama do lago. Seu corpo inteiro tornou-se imundo.
Mergulhou e mergulhou e procurou por toda parte pelo colar, mas fracassou
novamente. Desta vez ele ficou realmente aturdido e saiu, sentindo-se mais deprimido ainda, já que, sem conseguir pegar o colar, não receberia os $ 50.000.
novamente. Desta vez ele ficou realmente aturdido e saiu, sentindo-se mais deprimido ainda, já que, sem conseguir pegar o colar, não receberia os $ 50.000.
Um velho que passava por ali o viu, e perguntou-lhe sobre o que
estava
havendo. O rapaz não quis compartilhar o segredo com o velho, pensando que o velho poderia tomar-lhe o colar para si; então recusou-se a explicar a situação para o velho.
havendo. O rapaz não quis compartilhar o segredo com o velho, pensando que o velho poderia tomar-lhe o colar para si; então recusou-se a explicar a situação para o velho.
Mas o velho pôde perceber que o rapazinho estava incomodado e, sendo
compassivo, outra vez pediu ao rapaz que lhe contasse qual o problema, e ainda
prometeu que não contaria nada para ninguém.
O rapaz reuniu alguma coragem e, como já dava o colar como perdido,
decidiu por alguma fé no velho. Contou tudo sobre o colar e como ele tentou
pegá-lo mas mantinha-se fracassando.
O velho então lhe disse que talvez ele devesse olhar para cima, em
direção aos galhos da árvore, em vez de olhar para o lago imundo. O rapaz olhou
para cima e, para sua surpresa, o colar estava pendurado no galho de uma
árvore. Tinha, o tempo todo, tentado capturar um simples reflexo do colar.
A felicidade material é exatamente como o lago poluído e imundo; porque é
um mero reflexo da felicidade verdadeira no mundo espiritual. Não alcançaremos
a felicidade plena que procuramos na vida material, não importa o quanto nos
esforcemos.
Em vez disso, devemos “olhar para cima”, em direção a Deus, que é a fonte
da felicidade real, e parar de perseguir o reflexo desta felicidade no mundo
material. Esta felicidade espiritual é a única coisa que pode nos satisfazer
completamente.
“Com efeito,
passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe
quem os levará” (Salmo 39:6)
ORAÇÃO: Senhor Deus, ensina-nos a olharmos para cima, para tudo o que fizeste em nosso lugar. Ensina-nos a reconhecermos que nossa vida é um frágil reflexo passageiro, e que nosso destino é estarmos em tuas mãos por toda eternidade. Ensina-nos, te pedimos. Amém.
Filipe e
o Ovo da Páscoa
Uma professora ensinava
uma aula de alunos do terceiro grau. Nesta aula havia uns 10 alunos, todos na
faixa de oito anos.
Um dos seus alunos era um
menino chamado Filipe. Filipe tinha síndrome de Down. Apesar de aparecer feliz,
Filipe mostrava cada vez mais sua sensibilidade. Ele se sentia diferente dos
outros alunos.
Se vocês conhecem algumas
crianças de 8-10 anos vocês devem saber que as vezes elas podem ser um pouco
insensíveis. É justamente nesta idade também que a criança está querendo cada
vez mais ser aceito pelos seus amigos.
Infelizmente, Filipe,
apesar dos esforços da professora, não foi aceito pelos outros meninos. Mesmo
assim, a professora fez tudo possível para que Filipe se sentisse uma parte da
turma.
Filipe não escolheu ser
diferente. Ele não queria ser diferente dos outros alunos mas ele era. E todos
sentiram isso.
Esta professora foi
bastante criativa. Um ano, durante a páscoa ela levou para a sua aula dez ovos
plásticos vazios. Cada aluno iria receber um ovo. O objetivo era que cada aluno
saísse para o jardim e procurasse um símbolo de vida renovada, de vida nova, um
símbolo da Páscoa. Depois, eles iam misturar todos os ovos e abri-los para ver
o que tinha dentro.
Todos os alunos saíram
correndo para achar algo para colocar dentro do seu ovo. Em pouco tempo, todos
voltaram e depositaram seus ovos numa mesa. Daí a professora começou a abrir os
ovos.
Ela abriu um e dentro
tinha uma flor. Todas as criança ficaram admiradas. Ela abriu outro e tinha
dentro uma borboleta. As meninas disseram "Ai que lindo! Que bonito!"
Os meninos não disseram muita coisa , por que meninos são assim, não é?
A professora abriu um
terceiro ovo, mas não tinha nada dentro. Imediatamente todos começaram a rir e
gritar "Isso não está certo. Que coisa boba. Alguém errou!"
Foi quando a professora
sentiu alguém puxando sua blusa. Ela olhou e viu que Filipe estava ao seu lado.
"É meu" disse
Filipe. "É meu." As crianças começaram a rir e dizer "Ai Filipe,
você nunca faz nada certo! Você tá sempre por fora!"
"Eu fiz certo, eu
fiz" disse Filipe. "É o túmulo. O túmulo está vazio!"
Toda a aula ficou em silencio.
Ninguém disse nada. E você pode acreditar, ninguém nunca mais disse a Filipe
que ele era estúpido ou que fazia sempre as coisas erradas. De repente Filipe
foi aceito pela turma.
Naquele mesmo ano Filipe
faleceu. Sua família sabia por muito tempo que ele não ia viver uma vida longa.
Muitas coisas estavam
erradas com seu pequeno corpo. No final de Julho, com uma infecção que qualquer
um dos seus amigos teriam sobrevivido, Filipe faleceu. Seu velório foi
realizado na igreja que os pais dele freqüentavam.
No dia do seu velório,
nove crianças de oito anos de idade foram para a frente da igreja e colocaram
em cima do seu caixão um ovo de plástico - vazio.
Como o menino Filipe,
nosso Senhor Jesus Cristo foi visto e tratado por todos que o conheceram como
alguém diferente.
Ele também não foi
compreendido. Não foi entendido. Ele foi rejeitado. Foi perseguido. Jesus
também deixou uma herança - algo vazio - seu túmulo.
Quando você pensar sobre
seu próprio túmulo, com toda sua finalidade, com todo o poder que ele tem sobre
você, com toda sua humilhação, lembre-se de uma coisa. Um dia seu túmulo estará
vazio - graças a Jesus.
Oração: Pai amado, temos sido insensíveis para as dores do nosso próximo, julgamos sempre
sermos os mais rápidos, os mais fortes, os mais inteligentes... Mas somente Tu, em tua
sabedoria, podes nos ensinar a sermos verdadeiramente perfeitos em Cristo e, assim, sermos
mais Cristo para os que estão conosco. Que teu poder esteja em nós, Jesus. Amém.
A Pureza da Fé
Uma garotinha esperta, de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais
conversando sobre seu irmãozinho mais novo. Tudo que ela sabia era que o
menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro.
Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel de onde moravam.
Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel de onde moravam.
Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e
não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.
A menina ouviu seu pai dizer à sua mãe chorosa, num sussurro desesperado:
“Somente um milagre poderá salvá-lo...”
A menina ouviu seu pai dizer à sua mãe chorosa, num sussurro desesperado:
“Somente um milagre poderá salvá-lo...”
Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo,
no armário.
Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.
O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro.
Colocou as moedas de volta no vidro, com cuidado, e fechou a tampa.
Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.
O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro.
Colocou as moedas de volta no vidro, com cuidado, e fechou a tampa.
Saiu devagarzinho, pela porta dos fundos, e andou cinco quarteirões até
chegar à farmácia.
Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento.
Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho e... nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada. Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.
Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento.
Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho e... nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada. Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.
Finalmente foi atendida!
"O que você quer?“, perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. "Estou conversando com meu irmão, que chegou de Chicago, e que não vejo há séculos!", disse ele sem esperar resposta.
"Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão!", respondeu a menina no mesmo tom aborrecido.
"Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre...”
"O que você quer?“, perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. "Estou conversando com meu irmão, que chegou de Chicago, e que não vejo há séculos!", disse ele sem esperar resposta.
"Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão!", respondeu a menina no mesmo tom aborrecido.
"Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre...”
"Como?", balbuciou o farmacêutico admirado.
"Ele se chama Andrew, e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro da sua cabeça, e o papai disse que só um milagre poderá salvá-lo. E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?"
“ Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la!", respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.
"Ele se chama Andrew, e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro da sua cabeça, e o papai disse que só um milagre poderá salvá-lo. E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?"
“ Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la!", respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.
"Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente,
conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa ?!?”, insistiu a
pequena.
O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota:
“De que tipo de milagre seu irmão precisa?”
"Não sei...", respondeu ela, levantando o olhar para ele. "Só sei que ele está muito mal, e a mamãe diz que precisa ser operado!! Como o papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro..."
O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota:
“De que tipo de milagre seu irmão precisa?”
"Não sei...", respondeu ela, levantando o olhar para ele. "Só sei que ele está muito mal, e a mamãe diz que precisa ser operado!! Como o papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro..."
" Quanto você tem?", perguntou o homem de Chicago.
"Um dólar e onze cents...", respondeu a menina num sussurro. “É tudo o que tenho, mas posso conseguir mais, se for preciso!”
"Puxa, que coincidência!!!", sorriu o homem. "Um dólar e onze cents! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos!!!"
"Um dólar e onze cents...", respondeu a menina num sussurro. “É tudo o que tenho, mas posso conseguir mais, se for preciso!”
"Puxa, que coincidência!!!", sorriu o homem. "Um dólar e onze cents! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos!!!"
O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina,
disse: "Leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais.
Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa.”
Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia.
A operação foi feita com sucesso e sem custos. Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado.
Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia.
A operação foi feita com sucesso e sem custos. Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado.
A mãe e o pai comentavam, alegres, sobre a seqüência dos acontecimentos
ocorridos.
"A cirurgia", comentou a mãe, "foi um milagre real. Gostaria de saber quanto custou!"
A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre...
"A cirurgia", comentou a mãe, "foi um milagre real. Gostaria de saber quanto custou!"
A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre...
Um dólar e onze cents...
Mais a fé de uma garotinha...!
Mais a fé de uma garotinha...!
Deus coloca os recursos
certos nos lugares exatos.
Para os encontrarmos basta um passo de fé, e lá estará a Resposta para aquele problema que não conseguimos resolver.
Salmo 37.5: Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará. Não importa quão grande seja o teu problema, nosso Deus é Deus do impossível...
Para os encontrarmos basta um passo de fé, e lá estará a Resposta para aquele problema que não conseguimos resolver.
Salmo 37.5: Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará. Não importa quão grande seja o teu problema, nosso Deus é Deus do impossível...
Oração: Amado Senhor Jesus, as vezes não fazemos as coisas por acharmos que não seremos capazes, que não temos o suficiente, que não somos os melhores. Queremos te pedir que nos encha com a tua coragem, para que façamos sempre a tua vontade, sem vacilar, confiando que tu agirás por meio de nós. Em teu nome, Jesus. Amém.
O Segredo do Biscoitão
A mãe de
Paulinho deu-lhe um biscoitão no café da manhã. Hum! Estava tão gostoso! Num
instante o menino comeu todo o biscoitão.
Acabado o
café, Paulinho correu à cozinha e falou:
- Mamãe, muito obrigado pelo biscoitão gostoso.
Mas sua mãe respondeu:
- Não agradeça a mim. Eu não fiz o biscoitão. Comprei-o na padaria. Agradeça ao
padeiro.
Paulinho
não teve dúvidas. Ao passar pela padaria, falou:
- Sr Padeiro, hoje de manhã mamãe me deu um biscoitão gostoso. Eu agradeci a
ela, mas ela me falou: Não agradeça a mim; agradeça ao Padeiro. Então, Sr
Padeiro, muito obrigado pelo biscoitão gostoso.
O padeiro,
Sr. Manuel, sorriu e disse:
- Não agradeça a mim, menino. Eu só ajudei um pouco, assando o biscoito.
Agradeça ao fazendeiro que me vendeu a farinha.
Paulinho
foi até à fazenda. Encontrou o Fazendeiro trabalhando e lhe falou:
- Sr Fazendeiro, hoje de manhã a minha mãe me deu um biscoitão gostoso. Eu
agradeci a ela, mas ela me disse: Agradeça ao Padeiro. Eu agradeci ao Padeiro,
mas ele me disse: Não agradeça a mim, agradeça ao Fazendeiro. Portanto, Sr
Fazendeiro, muito obrigado pelo biscoitão gostoso.
Acontece
que o Fazendeiro respondeu:
- Sabe, garoto, eu só ajudei um pouco, plantando, colhendo e moendo o Trigo.
Por isso não agradeça a mim, agradeça ao Trigo que me deu a farinha.
O menino foi até à plantação de trigo. Estava toda amarelinha. Paulinho
falou:
- Sr Trigo, hoje de manhã minha mãe me deu um biscoitão gostoso. Eu agradeci a
ela, mas ela me disse: Agradeça ao padeiro. Eu agradeci ao padeiro, mas ele me
disse: Agradeça ao fazendeiro. Eu agradeci ao fazendeiro, mas ele também me
disse: Não agradeça a mim, agradeça ao Trigo, que me deu boa farinha. Portanto,
Sr Trigo, muito obrigado pelo biscoitão gostoso.
O Trigo
balançou ao vento e falou:
- Não agradeça a mim também. Agradeça à Chuva que molhou a terra e me fez
crescer.
Paulinho saiu a procura da Dona Chuva. Finalmente a encontrou e disse:
- Dona Chuva, hoje de manhã mamãe me deu um biscoitão gostoso. Eu agradeci a
ela, mas ela falou: Não agradeça a mim, agradeça ao Padeiro. Eu agradeci ao
Padeiro, mas ele disse: Não agradeça a mim, agradeça ao Fazendeiro. Eu agradeci
ao Fazendeiro, mas ele me disse: Não agradeça a mim, agradeça ao Trigo. Eu
agradeci também ao Trigo, mas ele me falou: Não agradeça a mim, agradeça à
Chuva. Portanto, Dona Chuva, muito obrigado pelo biscoitão gostoso.
A chuva
riu e falou:
- Eu só ajudei um pouco também. Agradeça ao Sol, que deu força à terra para
produzir o Trigo.
Quando a Chuva se foi e o Sol tornou a brilhar, o menino gritou:
- Sr Sol, hoje de manhã mamãe me deu um biscoitão gostoso, eu agradeci a ela ,
mas ela falou: Não agradeça a mim, agradeça ao Padeiro. Eu agradeci ao Padeiro,
mas ele me disse: Não agradeça a mim, agradeça ao Fazendeiro. Eu agradeci ao
Fazendeiro, mas ele também falou: Não agradeça a mim, agradeça ao Trigo. Pois
eu agradeci ao Trigo, e o Trigo também disse: Não agradeça a mim, agradeça à
Chuva. Eu agradeci à Chuva, e ela me respondeu: Não agradeça a mim, agradeça ao
Sol. Portanto, Sr Sol, muito obrigado pelo biscoitão gostoso.
O sol,
todo sorridente, falou grosso e forte:
- Não agradeça a mim, menino. Agradeça a Deus, que fez a terra, que mandou a
Chuva, que me fez brilhar para que o Trigo pudesse crescer. Foi Ele quem deu
força ao Fazendeiro para plantar, colher e moer o Trigo. Foi Ele quem deu ao
Padeiro sabedoria para fazer um biscoitão tão gostoso! Foi Ele quem deu saúde e
força a seus pais para trabalharem e ganharem o dinheiro com que sua mãe
comprou o biscoitão gostoso...
Ah! Paulinho descobriu o segredo do biscoitão!
Correu para o seu quarto, ajoelhou-se ao lado da cama e orou:
- Pai do céu , meu bom Deus, muito obrigado pelo biscoitão gostoso que comi
hoje de manhã. Muito obrigado por todas as coisas boas que o Senhor me dá. Em
nome de Jesus. Amém.
Oração: Senhor Jesus, quantas vezes esquecemos de agradecer pelas coisas simples em nossas vidas! Quantas vezes não lembramos de levantar nossos olhos ao céu para te louvar pelos biscoitos que temos para comer! Te louvamos pois mesmo assim continuas cuidando de nós, com amor e carinho. Obrigado Senhor Jesus. Amém.
O carpinteiro e a ponte
Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas,
separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande
desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e
cuidando um do outro.
Durante anos percorreram uma estreita, porém, comprida
estrada que corria ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem
atravessá-lo e desfrutarem um da companhia do outro. Apesar do cansaço,
faziam-no com prazer, pois se amavam. Mas agora tudo havia mudado. O que
começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de
palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua
porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro
em sua mão, que lhe disse: - Estou procurando por trabalho, talvez você tenha
um pequeno serviço aqui e ali. Posso ajuda-lo?
- Sim! - disse o fazendeiro. - Claro que tenho trabalho
para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho, na realidade,
meu irmão mais novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela
pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem
alta ao longo do rio para que eu não mais precise vê-lo.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
- Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que
certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o
carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente
durante todo aquele dia medindo,cortando e pregando.
Já anoitecia quando terminou sua obra, ao mesmo tempo
que o fazendeiro retornava. Porém, seus olhos não podiam acreditar no que viam.
Não havia qualquer cerca! Em seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do
riacho ao outro. Era realmente um belo trabalho, mas, enfurecido, exclamou:
- Você é muito insolente em construir esta ponte após
tudo que lhe contei!!!
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer
seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-se da outra
margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel
de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro,
abraçando-se e chorando no meio da ponte.
Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas
ferramentas e partindo.
- Não, espere! - disse o mais velho. Fique conosco mais
alguns dias, tenho muitos outros projetos para você.
O carpinteiro então lhe respondeu:
- Adoraria ficar. Mas, tenho muitas outras pontes para
construir.
As pessoas que
estão ao seu lado, não estão aí por acaso. Há uma razão muito especial para
elas fazerem parte do seu círculo de relação. Por isso, não busque isolar-se
construindo cercas que separam e infelicitam os seres. Construa pontes e busque
caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você. E,
se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos
da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.
Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima
que tanto deseja.
"Aquele que desperdiça o dia de hoje, lamentando o de ontem, desperdiçará o de amanhã, lamentando o de hoje" (Raskin).
"Aquele que desperdiça o dia de hoje, lamentando o de ontem, desperdiçará o de amanhã, lamentando o de hoje" (Raskin).
E. Arnaldi
Oração: Senhor Deus, Ajuda-nos a construirmos pontes em direção ao nosso próximo. Cuida dos nossos relacionamentos para que o teu nome seja engrandecido em nós. Isso te pedimos, Senhor Jesus. Amém.
A Cicatriz
Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu
colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os
colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito
feia. Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino
da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à
diretoria. A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão: Que não poderia
tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo
a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o
rosto do menino, a não ser que olhassem para trás. O professor achou magnífica
a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado
ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do
colégio, com uma condição: Que ele co compareceria na frente dos alunos em sala
de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ. A turma concordou, e no dia o
menino entrou em sala dirigiu-se a frente e começou a relatar: - Sabe turma eu
entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a
adquiri. Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa ela
passava roupa para algumas famílias, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de
idade... A turma estava em silêncio e atenta a tudo . O menino continuou: -
Além de mim, havia mais três irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 e uma
irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
Silêncio total em sala. - Foi aí que não sei como, a
nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha
mãe correu até o quarto em que estávamos, pegou meu irmãozinho de 2 anos no
colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora. Havia muita
fumaça, as paredes que e eram de madeiras pegavam fogo e estava muito quente...
Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com
eles até ela voltar, pois minha ela tinha que voltar para pegar minha irmãzinha
que continuava lá dentro da casa em chama. Só que quando minha mãe tentou
entrar na casa em chama as pessoas que estavam ali não deixaram minha mãe
buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar: 'minha filhinha esta lá
dentro!' Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas
pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha... Foi aí que decidi.
Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e coloquei ele no colo do meu
irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí entre
as pessoas e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça,
estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto
em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava
muito... Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela
para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto. A turma estava
quieta atenta ao menino e envergonhada, então o menino continuou: - Vocês podem
achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia
quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha beija porque sabe que é marca de
AMOR.
Para você que leu esta história, queria dizer que o
mundo está cheio de "CICATRIZ". Não falo da CICATRIZ visível, mas das
cicatrizes que não se vêem. Estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas
pessoas, seja com palavras ou nossas ações. A aproximadamente 2000 anos atrás,
JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, nos pés e em sua
cabeça. Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou em cima da gente,
protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES. Essas também são marcas de
AMOR.
Pegadas na
areia
Certa noite,
eu tive um sonho...
Sonhei que
estava andando na praia com o Senhor e, através do céu, passavam cenas da minha
vida.
Para cada
cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um
era o meu, e o outro era do meu Senhor.
Quando a
ultima cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as
pegadas na areia, e notei que muitas vezes no caminho da minha vida havia
apenas um par de pegadas na areia.
Notei,
também, que isso acontecia nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu
viver. Isso aborreceu-me deveras, e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, tu
me disseste que, uma vez que eu resolvi te seguir, tu andarias sempre comigo,
todo o caminho. Mas notei que, durante as maiores tribulações do meu viver,
havia na areia dos caminhos da vida apenas um par de pegadas. Não compreendo
por que nas horas em que eu mais necessitava de ti tu me deixaste.
O Senhor
respondeu:
- Meu
precioso filho, eu te amo e jamais te deixaria nas horas de tua prova e do teu
sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente ai
que eu te carreguei nos braços.
Quando você
estiver precisando de força ou coragem, ou um pouco mais de fé para chegar ao
fim do dia, peça ao Senhor. Quando se sentir triste ou sozinho, recorra ao
Senhor, confie no Senhor, ame o Senhor. Ele ouve cada oração do seu coração,
porque ele ama você.
Osvino Toillier
Oração: Senhor Jesus, obrigado por ser o meu auxílio e minha força, especialmente nos momentos mais difíceis desta vida. Que eu seja teu instrumento para que mais pessoas estejam em teus braços eternamente. Obrigado, Senhor. Amém.
... A rosa branca
Conta-se que
um escritor e poeta alemão, que passou uma temporada em Paris, cruzava
regularmente por uma praça na qual estava sentada uma mendiga. Ali ela
costumava mendigar. Era seu ponto fixo para defender a vida. Com sua mão
estendida, recebia as esmolas. Não olhava para quem dava. Não pedia nada. Não
agradecia por nada.
O escritor,
nas muitas vezes em que por ali passou, nunca colocara algo na mão da pedinte.
O amigo que acompanhava o escritor e poeta, no entanto, sempre dava alguns
trocados para ela. Um dia, o amigo perguntou ao escritor por que ele não dava
nada para a pobre mulher. O escritor respondeu:
- Temos que
presentear algo ao seu coração e não somente colocar algo em suas mãos.
Dias mais
tarde, o escritor trouxe uma linda rosa branca, que acabara de abrir. Com
cuidado, colocou a rosa nas mãos abertas, magras e enrugadas da mendiga e quis
ir adiante, quando o inesperado aconteceu. A mendiga levantou os olhos, olhou
para o doador da rosa. Levantou-se com dificuldade, pegou a mão do escritor,
beijou-a e foi embora, feliz com sua rosa. Durante uma semana, ela não mais
apareceu naquele lugar. O lugar ficara vazio esse tempo todo. Apos oito dias,
ela apareceu de novo. Assumiu seu velho jeito de ser: silenciosa, com a mão
estendida.
O amigo do
escritor perguntou a ele:
- De que
viveu esta senhora pobre durante a semana?
- Da rosa,
respondeu o escritor.
Osvino Toillier
Está escrito: “Nós pomos a nossa esperança
em Deus, o Senhor; ele é a nossa
ajuda e o nosso escudo. O nosso coração se alegra por causa do que o Senhor tem feito; nós confiamos nele
porque ele é santo. Ó Senhor Deus,
que o teu amor nos acompanhe, pois nós pomos em ti a nossa esperança!
Salmo 33.20
Oração:
Senhor Jesus, muitas vezes as pequenas coisas são as que nos enchem de
esperança. Então quando tu levantas os nossos olhos para vislumbrar o que Tu
fizeste por nós e o quanto o seu amor é grandioso, todo o nosso ser é renovado.
Obrigado Senhor. Mantém nossa fé todos os dias. Amém.
EG
... Sadako e a
garça
Ela era uma
menina japonesa, nascida na cidade de Hiroshima. Nasceu em 1942. Em 1945,os
americanos lançaram sobre Hiroshima uma bomba atômica, que matou mais de 300
mil pessoas num só dia. Sadako tinha três anos e sobreviveu a toda aquela
tristeza de morte e destruição. Sadako foi crescendo. Era uma menina alegre, gostava
de estudar e também de praticar esportes. Estava se tornando uma atleta.
Com 10 anos,
quando estava participando de uma corrida, começou a se sentir mal. Suas pernas
ficaram bambas, e ela desmaiou. Foi levada as pressas ao hospital. Os médicos
diagnosticaram que Sadako estava com a doença da bomba. Muitas pessoas morreram
quando a bomba explodiu, mas outras sofreram as consequências da bomba por um
período muito longo. Sadako estava com leucemia.
Certo dia,
uma amiga da escola de Sadako foi visita-la. Levou para ela uma dobradura de
uma garça. A garça e uma ave muito querida entre os japoneses. A amiga de
Sadako, entregando a dobradura, disse que, se ela fizesse 1000 dobraduras como
aquela, ela poderia realizar um desejo, pois existe uma lenda que diz que a
garça vive mil anos. Sadako chegou a dobrar 646 garças e morreu.
No dia do
seu enterro, vieram crianças e trouxeram 354 garças dobradas, aquelas que
faltavam para completar 1.000. Mil dobraduras de garças foram colocadas no
tumulo de Sadako. O desejo dela era que no mundo houvesse PAZ, que nenhuma
criança morresse em consequência da guerra, que entre as pessoas pudesse haver
mais PAZ e AMOR. A garça ficou conhecida como símbolo da PAZ. Na cidade de
Hiroshima, ergueram um monumento em homenagem a Sadako.
E importante
parar e nos perguntar se, de fato, desejamos nos integrar a luta pela PAZ. Deus
quer a PAZ. Quem quer a guerra e o homem. Talvez não consigamos lutar pela PAZ
no mundo, mas podemos lutar pela PAZ no meio em que vivemos. Podemos amar e
odiar menos, podemos estender as nossas mãos para ajudar em vez de esconde-las.
Enfim, construindo a PAZ em nosso meio, estamos também contribuindo para que
haja mais PAZ no mundo. E quem sabe, assim poderemos dizer: Glória a Deus nas
maiores alturas do céu! E PAZ na terra para as pessoas a quem Ele quer bem!
Osvino Toillier
Está
escrito: “Deixo com vocês a paz. É a minha paz
que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem
tenham medo”. João 14.27. A verdadeira
paz está em Jesus, e por isso, somente Ele pode trazer paz à sua vida!
Oração: Senhor Jesus, venha ser a paz que tanto preciso.
Transforma-me para que eu possa viver em paz, mesmo em meio às dificuldades
desta vida, e assim, almeje estar na paz eterna, junto contigo, no paraíso. Em
teu nome, meu Senhor amado. Amém.
.... Árvore dos problemas
Eu tinha
contratado um carpinteiro para ajudar-me a consertar um armário. O dia dele não
tinha sido fácil: trabalhou duro, sua máquina de cortar madeira estragou, ele
perdeu uma hora de trabalho e, na hora de sair, seu velho caminhão se negava a
arrancar.
Levei-o para
casa. Ele estava sentado ao meu lado. Não falou nada. Quando chegamos,
convidou-me para conhecer sua família. Caminhando até a porta, ele parou um
momentinho diante de uma pequena árvore e tocou-a com suas mãos nas pontas dos
galhos.
Quando se
abriu a porta, aconteceu uma transformação surpreendente: a cara braba dele
estava iluminada por um grande sorriso. Abraçou os filhos e deu um beijo em sua
esposa.
Mais tarde,
ele me acompanhou até o carro. Quando passamos perto árvore, fiquei curioso e
lhe perguntei sobre o que tinha observado antes:
- Oh, esta é
a minha árvore de problemas, respondeu ele. Sei que não tenho como evitar
problemas no trabalho, mas uma coisa sei: eles não pertencem a minha casa, nem
a minha esposa e nem aos meus filhos. Por isso, eu simplesmente os penduro na árvore
quando chego em casa de noite. Na manhã seguinte, eu os recolho de novo.
- O
Engraçado é, disse ele sorrindo, que, quando saio de manhã para recolhê-los,
nunca há tantos problemas como me lembro de ter colocado na noite anterior...
OsvinoToillier
Senhor Deus, dá-me sabedoria para conviver com minha
família. Abre os meus olhos para saber que todos os problemas desta vida são
passageiros e, mesmo assim, ainda posso confiar que todas as coisas estão em
Tuas mãos. Perdoa os meus erros e ajuda-me a ser uma testemunha deste Teu
imenso amor, para todos os que ainda não Te conhecem. Amém.
Três homens de barba
Uma mulher saiu de sua casa e viu três homens com
longas barbas brancas, sentados em frente ao quintal dela. Ela não os
reconheceu. Ela disse:
- Acho que não os conheço, mas devem estar com fome.
Por favor, entrem e comam algo.
- O homem da casa está? perguntaram.
- Não, disse ela, está fora.
- Então não podemos entrar, responderam eles.
À noite, quando o marido chegou, ela contou-lhe o que
aconteceu.
- Vá, diga que estou em casa e convide-os a entrar.
A mulher saiu e convidou-os a entrar.
- Não podemos entrar juntos, responderam.
- Por que isto? quis ela saber.
Um dos velhos explicou-lhe:
- Seu nome é Fartura, disse ele, apontando para um dos
seus amigos e, mostrando o outro, falou:
-Ele é o Sucesso,e eu sou o Amor.
E completou:
- Agora vá e discuta com o seu marido qual de nós você
quer em sua casa.
A mulher entrou e falou ao marido o que foi dito. Ele
ficou arrebatado e disse:
- Que bom!
Ele continuou:
- Neste caso, vamos convidar a Fartura. Deixe-os vir e
encher nossa casa de Fartura.
A esposa discordou:
- Meu marido, por que não convidamos o Sucesso?
A cunhada deles ouvia do outro canto da casa. Ela
apresentou sua sugestão:
- Não seria melhor convidar o Amor? Nossa casa então
estará cheia de amor.
- Vamos ouvir o conselho da nossa cunhada, disse o
marido à esposa.
- Vá lá fora e chame o Amor para ser nosso convidado.
A mulher saiu e perguntou aos três homens:
- Qual de vocês é o Amor ? Por favor, entre e seja
nosso convidado.
O Amor levantou-se e seguiu em direção a casa. Os
outros dois levantaram-se e seguiram-no.
Surpresa, a senhora perguntou-lhes:
- Apenas convidei o Amor. Por que vocês entraram?
Os velhos homens responderam juntos:
- Se você convidasse a Fartura ou o Sucesso, os outros
dois esperariam aqui fora. Mas se você convidar o Amor, onde ele for, iremos
com ele. Onde há Amor, também há fartura e Sucesso.
OsvinoToillier
Senhor Deus,
concede-nos sempre o Teu Amor, para termos a certeza de que os teus planos são
os melhores para cada um de nós. Guarda-nos, em nome de Jesus, o Amor
verdadeiro. Amém.
Águia entre galinhas
Um certo homem, enquanto caminhava
pela floresta, encontrou uma pequena águia. Levou-a para casa, colocou-a no seu
galinheiro, onde logo ela aprendeu a se alimentar como as galinhas e a se
comportar como estas.
Um dia, um naturalista que ia
passando por ali perguntou-lhe por que uma águia, a rainha de todos os
pássaros, deveria ser condenada a viver com as galinhas.
- Depois que dei comida de galinha e
a eduquei para ser uma galinha, ela nunca aprendeu a voar, replicou o dono. -
Ela se comporta como uma galinha; não e mais uma águia.
- Mas... - insistia o naturalista -
... ela tem coração de águia e certamente poderá aprender a voar.
Depois de falar muito sobre o
assunto, os dois homens concordaram em descobrir se isso seria possível.
Cuidadosamente, o cientista pegou a águia nos braços e disse:
- Você pertence ao céu e não a
terra. Bata bem as asas e voe.
A águia, entretanto, estava confusa;
não sabia quem era e, vendo as galinhas comendo, pulou para juntar-se a elas.
Inconformado, o naturalista levou a águia no dia seguinte para uma montanha
alta. La segurou a rainha dos pássaros bem no alto e encorajou-a de novo,
dizendo:
- Você e uma águia. Você pertence ao
céu e não a terra. Bata bem as asas agora e voe.
A águia olhou em torno, olhou para o
galinheiro e para o céu. Ainda não voou. Então o cientista levantou-a na
direção do sol, e a águia começou a tremer, lentamente abriu as asas.
Finalmente, com um grito de triunfo, levantou voo para o céu.
Pode ser que a águia ainda se lembre
das galinhas com saudades; pode ser que ainda ocasionalmente torne a visitar um
galinheiro. Mas ate onde foi possível saber, nunca mais voltou a viver como
galinha. Ela era uma águia, embora tivesse sido mantida e domesticada como
galinha.
Será que,
sendo águias, estamos vivendo entre galinhas? Viver e ter coragem, e assumir, e
ser consciente, e ser alguém, sem ser apenas mais um. O que mais precisamos na
vida e de alguém que nos leve a realizar o que podemos fazer, ou seja, a voar
como águias. Nisso reside a função de um amigo.
Osvino
Toillier
Está escrito: “...mas os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas
alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se
cansam”. Is 40.31
Oração: Amado Senhor Jesus, amigo verdadeiro e fiel, obrigado por nos
dares sempre novas forças, novos caminhos. Queremos andar sempre contigo. Amém.
O preço mais alto
Um homem por trás de um balcão
olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o
narizinho contra o vidro da vitrine.
Os olhos da cor do céu brilharam
quando viram um certo objeto. Ela entrou na loja e pediu o colar de turquesa
azul.
- E para minha irmã. Pode fazer um
pacote bem bonito? O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e
perguntou: - Quanto dinheiro você tem? Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia
um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nos. Colocou-o sobre o balcão e
disse feliz:
- Isso da?
Eram apenas algumas moedas, que ela
exibia orgulhosa. - Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha.
Desde que nossa mãe morreu, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. E
aniversario dela, e tenho certeza de que ficara feliz com o colar, que e da cor
dos seus olhos.
O homem foi para o interior da loja,
colocou o colar em um estojo, embrulhou-o com um vistoso papel vermelho e fez
um laço caprichado com uma fita verde.
- Toma, disse ele para a garota.
Leva com cuidado.
Ela saiu feliz, saltitando pela rua.
Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos
olhos azuis entrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho
desfeito e indagou:
- Este colar
foi comprado aqui?
- Sim, senhora, disse o dono da
loja.
- Quanto custou?
- Ah, falou o dono da loja, o preço
de qualquer produto da minha loja e sempre um assunto confidencial entre o
vendedor e o cliente.
A moça continuou:
- Mas minha irmã tinha somente algumas
moedas! O colar e verdadeiro, não e? Ela não teria dinheiro para paga-lo.
O homem tomou o estojo, refez o
embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu a jovem e disse:
- Ela pagou o preço mais alto que
qualquer pessoa poderia pagar. Ela deu tudo o que tinha.
Osvino
Toillier
Está escrito: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo
aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”. Jo 3.16
Oração: Senhor Deus, obrigado por entregares aquilo que
era para ti mais valioso, sua própria vida. Abençoa o meu dia e guarda-me de
todo o mal. Amém.
... Ouvindo o
inaudível
Um rei
mandou seu filho ir estudar no templo com seu grande mestre. O objetivo era
preparar o príncipe, que iria suceder o pai no trono, para ser um grande
administrador. Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre logo o mandou,
sozinho, a floresta. Ele deveria voltar um ano depois, com a
tarefa de descrever os sons da floresta. Passado o prazo, o príncipe retornou,
e o sábio lhe pediu para descrever os sons de tudo aquilo que tinha conseguido
ouvir.
- Mestre, disse o príncipe, pude
ouvir os cantos dos cucos, o roçar das folhas, a brisa batendo suavemente na
grama, o zumbido das abelhas e o barulho do vento cortando os céus.
Quando terminou,
o mestre mandou-o de volta a floresta para ouvir tudo mais que fosse possível.
O jovem ficou intrigado com a ordem do mestre. Ele já não tinha distinguido
cada som da floresta?
Por longos
dias e noites, o príncipe se sentiu sozinho na floresta, ouvindo. Mas não
conseguiu distinguir nada de novo além daqueles sons já mencionados ao mestre.
Então, certa manha, sentado entre arvores da floresta, começou a discernir sons
vagos, diferentes de tudo o ouvira antes. Quanto mais atenção prestava, mais
claros se tornavam os sons. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz.
"Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse", pensou.
Sem pressa, o príncipe passou horas ali, ouvindo e ouvindo, pacientemente.
Queria ter a certeza de que estava no caminho certo.
Quando o príncipe
retornou ao templo, o mestre lhe perguntou se tinha conseguido ouvir.
- Mestre,
respondeu reverentemente o príncipe, quando prestei mais atenção, pude ouvir o
inaudível - o som das flores se abrindo, do sol aquecendo a terra e da grama
bebendo o orvalho da manha.
O mestre
acenou com a cabeça em sinal de aprovação.
- Ouvir o inaudível
é ter a disciplina necessária para se tornar um grande administrador, observou
o sábio. - Apenas quando aprende a ouvir o coração das pessoas, seus
sentimentos mudos, os medos não confessados e as queixas silenciosas, um
administrador pode inspirar confiança no seu povo, entender o que está errado e
atender as reais necessidades dos cidadãos. A morte de uma organização e de um
país começa quando os líderes ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca,
sem mergulhar a fundo na alma das pessoas para ouvir os seus sentimentos,
desejos e opiniões reais.
Osvino
Toillier
Está escrito: “ Ó Senhor Deus, tu me examinas e me conheces. Sabes tudo o que eu faço e,
de
longe, conheces todos os meus pensamentos. Tu me vês quando estou
trabalhando e quando
estou descansando; tu sabes tudo o que eu faço. Antes mesmo que eu fale, tu
já sabes o que vou
dizer. Estás
em volta de mim, por todos os lados, e me proteges com o teu poder. Eu não
consigo entender como
tu me conheces tão bem; o teu conhecimento é profundo demais para
mim.”Sl 139.
1-6
Oração: Senhor Deus, olha para o meu coração e ouve as
minhas súplicas. Eu preciso de ti e do teu amor todos os dias. Guarda-me em
teus braços, Jesus. Amém.
... Zé da
Gaitinha
Era uma vez um
homem que colecionava notas musicais. As estantes de sua casa estavam cheias de
livros, contendo as notas musicais das mais belas musicas, melodias e
partituras compostas pelos compositores de todas as épocas. Todo dinheiro
possível este homem gastava em adquirir mais notas e livros musicais. Procurava
sempre as edições mais importantes e valiosas de partituras musicais. Ele
selecionava com todo o cuidado. Tinha grande alegria em ver sua coleção
crescer. Era uma coleção valiosa.
Certo dia, a
campainha de sua casa tocou: era um simples andarilho. A sua aparência não era
das melhores. Ele se apresentou como ‘Zé da Gaitinha’. O colecionador levou seu
hospede mendigo ate a sala para lhe dar algo para comer.
Zé da
Gaitinha ficou admirado ao olhar para as estantes repletas de livros caros e
bonitos: os livros musicais. Ele então perguntou ao dono da casa que livros
belos eram aqueles. O dono da casa respondeu que eram livros com partituras
musicais. O Zé da Gaitinha logo perguntou:
- Oh, você
toca algum instrumento? Usa estes livros musicais que compra com tanto
sacrifício? Meio sem jeito, o dono da casa respondeu: - Não, eu não toco nenhum
instrumento musical. Não tenho tempo para tocar as notas musicais. Meu tempo
mal da para colecionar notas.
Zé da Gaitinha ficou em silencio por alguns
instantes e então tirou a sua velha gaitinha de boca de sua sacola e começou a
tocar. Ele não tocava com perfeição, mas a melodia era alegre e animadora, pois
tocava de coração. Ao se despedir do dono da casa, Zé da Gaitinha disse:
- E, as
coisas são assim. Alguns passam a vida inteira colecionando notas musicais para
encher belas estantes, outros fazem de sua vida uma constante musica, que
encanta e alegra!
Fiquei
pensando nas palavras de Zé da Gaitinha. Colecionar ou viver musica. Juntar
boas ideias ou torna-las carne e osso em meu viver diário. De que adiantam as
belas experiências e descobertas que fazemos durante nossa vida, se apenas as
colocamos em livros e não se tornam vivencia concreta! Não adianta colecionar
na cabeça as mais belas intenções e verdades, se elas não criam pés e mãos em
nosso viver diário. Não colecionar apenas bonitas musicas, mas fazer de sua
vida uma bela melodia. Certamente vamos ter muitas oportunidades para isso
hoje. Olhemos para Deus e deixemos que ele use nossa vida como benção para
pessoas que estão ao nosso redor.
Osvino Toillier
Está escrito: “A alegria embeleza o rosto, mas a tristeza deixa a
pessoa abatida... Todos
os dias são difíceis para os que estão aflitos, mas a vida é sempre agradável
para as pessoas que têm coração alegre”. Pv 15. 13 e 15. E também: “A alegria daqueles que obedecem ao Senhor
Deus vem dele; é no Senhor que
eles encontram segurança. Todos eles lhe darão glória”. Sl 64.10
Oração: Senhor Potentíssimo,
vem encher nossas casas e vidas com a tua alegria. Tu nos
amaste e perdoaste,
por isso somos felizes e agradecidos. Obrigado Senhor Jesus. Amém.
O guerreiro cruel
Era uma vez um guerreiro muito forte, muito musculoso, que tinha uma espada
muito afiada. A sua fama era de mau. Quando ele chegava com seu exército em uma
cidade, invadia as casas, matava as pessoas, espalhando terror por onde passava.
Todo mundo tinha medo desse guerreiro, porque era forte e poderoso.
Certo dia, ele chegou perto de uma pequena aldeia onde vivia um velhinho
muito sábio. Quand oas pessoas ouviram falar de sua aproximação, muitas
trataram de agarrar o que podiam carregar e fugiram, tentando salvar as suas
vidas. Afinal, por onde esse guerreiro passava com sua espada, ali ele deixava
seu rastro de morte e destruição.
Quando chegou perto da aldeia do velhinho sábio, o guerreiro já mandou
avisar que dessa vez não iria sobrer ninguém para cointar história. Quem quer
que ele encontrasse morreria pelo fio da espada.
Enfim, o guerreiro chegou na casa do velhinho. Ele deu um pontapé tão forte
na porta, que ela caiu abaixo. Lá dentro estava o velhinho, sentado.
“Levanta daí, seu velho, que hoje chegou o teu dia, disse o guerreiro.
“Mas eu já sou muito velho e por isso gostaria de lhe fazer um último
pedido antes de morrer, disse”o velhinho.
“Um último pedido?... Está bem, mas que seja rápido, quenão estou com muita
paciência”.
“Eu gostaria que o senhor fosse até lá fora e com sua espada, num golpe só,
cortasse o galho de uma árvore”, disse o velhinho.
“O quê? Que último pedido mais besta é esse? Que eu corte o galho de uma
árvore? Que pedido mais bobo! Mas tudo bem, essa vai ser fácil”, disse o
guerreiro. E num só golpe, o guerreiro ergueu sua espada e cortou o galho da
árvore.
“Muito bem”, disse o velhinho. “Agora eu quero que o senhor ponha o galho
no mesmo lugar de onde o cortou e que o galho fique preso à árvore do mesmo jeito
que estava antes de ser cortado”.
“Quê? Esse velho deve ser louco. Ninguém pode fazer isso”, disse o
guerreiro.
“Louco é o senhor”, disse o velhinho, “que pensa que é forte só porque sabe
matar e destruir. Forte e poderoso é aquele que sabe unir, juntar, criar,
curar, perdoar”.
Osvino Toillier
Está escrito: “Meus irmãos,
todos vocês precisam saber com certeza que é por meio de Jesus que a mensagem
do perdão de pecados é anunciada a vocês. Precisam saber também que quem crê é
libertado de todos os pecados dos quais a Lei de Moisés não
pode livrar”At 13. 38-39. E também: “Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua
morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos
seus pecados, pela fé nele. Deus quis mostrar com isso que ele é justo. No
passado ele foi paciente e não castigou as pessoas por causa dos seus pecados;
mas agora, pelo sacrifício de Cristo, Deus mostra que é justo. Assim ele é
justo e aceita os que crêem em Jesus” Rm 3. 25-26. Cristo é aquele que vem para unir, curar,
perdoar, restaurar, reconstruir. Somente Ele tem poder para dar vida nova!
Oração: Senhor Jesus, limpa-me dos meus pecados e faz com
que eu tenha vida nova. Conduze-me sempre para os teus braços. Amém.
Estrela Verde
Era uma vez milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas
as cores: brancas, lilás, prateadas, azuis, vermelhas...
Um dia, elas procuraram o Senhor, Deus do Universo, e disseram: “Senhor
Deus! Gostaríamos de viver na terra entre os seres humanos”. “Assim será feito”,
respondeu Deus. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e poderão
descer à terra.
Conta-se que naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas: algumas
semearam-se nas torres das igrejas; outras foram brincar e correr vcom os
vaga-lumes no campo; outras misturaram-se aos brinquedos das crianças, e a
terra ficou maravilhosamente iluminada.
Porém, com o passar do tempo, as estrelas resolveram abandonar os seres
humanos e voltar para o céu, deixando a terra escura e triste.
“Por que voltaram?”perguntou Deus à medida que elas chegavam ao céu.
“Senhor, não foi possível permanecer na terra: lá existe muita miseria, muita
desgraça, violência, fome, guerra, doença, muita maldade.”
E o senhor lhes disse: “Claro, o lugar real de vocês é aqui no céu. A terra
é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquele que cai, que erra, que
morre, onde nada é perfeito. Aqui no céu é o lugar da perfeição, onde tudo é
imutável, eterno, onde nada perece...”
Depois de terem chegado todas as estrelas, conferinddo o seu número, Deus
falou de novo: “mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?”
Um anjo chegou perto e disse: “Não, Senhor, uma estrela resolveu ficar
entre os seres humanos. Ela descobriu que o seu lugar é lá onde há imperfeição,
limites, onde as coisas não vão bem”.
“mas que estrela é essa?” voltou Deus a perguntar. “Qual é a cor dessa
estrela? Insistiu Deus. Por coincidência, era a única estrela daquela cor.
“A estrela é verde, Senhor. A estrela do sentimento da esperança”.
A esperança é própria da natureza humana. É propria daquele que cai, que
erra, que não é perfeito, daquele que ainda não sabe como será o seu futuro.
Osvino Toillier.
Está escrito: Nós pomos a nossa esperança em Deus, o Senhor; ele é a nossa ajuda e o nosso -escudo. O nosso coração se alegra por causa do que o Senhor tem feito; nós confiamos nele porque ele
é santo. Ó Senhor Deus, que o teu
amor nos acompanhe, pois nós pomos em ti a nossa esperança! Salmo 33.20-22. O
Senhor jesus é a esperança de todos aqueles que confiam em Deus. Peça ajuda a
ele e ele te ouvirá! Ele é a salvaçao eterna e a vida eterna!
Oração: Jesus amado, que és a
nossa esperança de salvação, coloca a tua mão sobre nós e nos anima a seguirmos
em diante, apesar de todas as dificuldades. Guarda-nos, Senhor eterno. Amém.
EG
A Reação dos Macacos
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma
escada e sobre esta, um cacho de bananas. Quando um macaco subia para pegar as
bananas, os cientistas jogavam um jato de água fria naqueles que estavam no
chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o
pegavam e enchiam de pancadas. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a
escada, apesar da tentação das bananas.
Então os cientistas susbstituíram um dos macacos por um novo. A primeira
coisa que este fez foi subir a escada, sendo retirado dela pelos outros que o
surraram .Depois de algumas surras, o novo integrante não subia mais a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto
participado com entusiasmo da surro ao novato. Um terceiro foi colocado, e o
mesmo ocorreu, Um quarto e, afinal, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo
tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as
bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles por que eles batiam em quem
tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: -Não sei, mas as coisas
sempre foram assim por aqui.”
Osvino Toillier
Oração: Senhor Jesus, ensina-nos sempre a batalharmos pela causa do teu reino, conforme tua vontade. Ensina-nos a sermos pessoas que sempre buscam fazer o melhor para ti em nossa casa, em nosso trabalho, em nosso estudo. Que a tua sabedoria nos guie, hoje e sempre. Amém.
O caminho das pedras.
Por muitos anos, três amigos – um pastor, um rabino e um padre – costumavam
pescar num lago de águas calmas. O pastor foi transferido e, em seu lugar,
chegou `à cidade o substituto, que logo se entrosou com os dois amigos.
Convidado para fazer parte da pescaria, ele acompanhou o rabino e o padre.
Logo no início, o rabino jogou a sua linha que, sem querer, embaraçou-se
com a linha do padre. O rabino foi logo se desculpando: “Padre, desculpa, foi
culpa minha, deixa que eu resolvo”. E, sem perder tempo, saiu do barco,
caminhando sobre as águas até onde as linhas tinham se embaraçado. Soltando-as
voltou para o barco.
O novo pastor, chocado com o milagre, manteve a sua postura como se nada
tivesse acontecido. Continuaram a pescar. Minutos depois, novamente as linhas
se embaraçaram e, desta vez, o padre assumiu a culpa: “Pastor, mil desculpas,
mas resolvo isto logo”. E, saindo do bsarco, como o rabino havia feito, foi
andando até determinado local onde desembaraçou as linhas e voltou para o
barco. Espantado, mas tentando demonstrar tranquilidade, o novo pastor procurou
uma explicação para mais aquele milagre.
Mas novamente as linhas se embaraçaram. E foi a vez do pastor tomar a
iniciativa. Cheio de fé, saiu logo dizendo: “Rabino, foi culpa minha. Deixa qeu
eu vou la”. E, saindo do barco, no primeiro passo afundou direto, levando um
grande susto.
O rabino, notando o desconforto do novo pastor dentro da água, voltou-se
agora para o padre – que observava tudo do barco – e disse: “Padre, acho que
devíamos ter mostrado ao novo pastor o caminha das pedras”.
É isto que se espera de um líder: que indique à sua equipe “o caminho das
pedras”. Mostrar por onde deverão seguir para atingir seus objetivos, apontar
os caminhos para a maior produtividade. É isto que as pessoas esperam de um
líder: que este aponte o que elas têm que fazer para conseguir melhores
resultados. Querem ouvir dicas e macetes, buscam um rumo, uma direção, que os
leva ao sucesso.
Um verdadeiro líder de equipe não necessita guardar para si “o caminho das
pedras”, com medo de perder sua posição. Também não pode deixar de tentar
encontrar este caminho por si próprio e então levar todos eles a mergulharem no
lago, sem esperanças de chegar até os objetivos. Aí só mesmo um milagre!
Osvino Toillier.
Quando nós mesmos não somos capazes de ver o caminho das
pedras para a salvação eterna, Jesus, nosso guia, nosso bom Pastor, abre nossos
olhos, vai a nossa frente e nos conduz à mansão celestial. Não há líder maior
ou melhor do que Ele!
Oração: Senhor
Jesus, que teus passos sirvam de exemplo para os meus. Quando a escuridão do
pecado cegar a minha vida, que a tua luz mostre o caminho, que o teu amor
conduza para a vida eterna. Em teu Santo Nome, senhor. Amém.
A Família: o bem maior
Eu estava correndo e, de repente, um estranho trombou em mim. “Desculpe-me,
por favor,”foi a minha reação. E ele disse: “Ah, desculpe-me também, eu
simplesmente nem te vi!” Nós fomos muito educados um com o outro, aquele
estranho e eu. Então nos despedimos, e cada um foi para o seu lado. Mas, em
nossa casaacontecem histórias diferentes. Como nós tratamos aqueles que amamos?
Mais tarde naquele dia, eu estava fazendo a janta, e meu filho parou do meu
lado tão silenciosamente que eu nem percebi. Quando eu me virei, eu lhe dei uma
bronca: “Saia do meu caminho garoto!”
Eu disse aquilo com certa brabeza. Ele foi embora, certamente com seu
pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele.
Quando eu fui deitar, eu podia ouvir a voz calma e doce de Deus me dizendo:
“Quando falava com u mestranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a
criança que voc6e ama, nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da
cozinha, você verá algumas flores perto da porta. Aquelas são flores que ele
trouxe para você. Ele mesmo as pegou: a cor de ros, a amarela e a azul. Ele
ficou quietinho para não estragar a surpresa, e voc6e nem viu as lágrimas nos
olhos dele.
Nesse momento, eu me senti muito pequeno. E, agora, o meu coração era quem
derrava lágrimas.
Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado.
“-Acorde, filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim?”
Ele sorriu: “Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei
tão bonitas como você! Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul.”
Eu disse: “Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia
ter gritado com você daquela maneira.
Ele disse: Ah, papai, não tem problema, eu amo você mesmo assim.
Eu disse: Filho, eu também amo você, E eu adorei as flores, especialmente a
azul.
Você já parou para pensar que. Se morresse amanhã, a empresa para a qual
trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma uqestão de dias. Mas as
pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, sentirão essa perda para
o resto de suas vidas. Nós raramente paramos para pensar nisso. Às vezes,
colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes do que nossa família,
as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos
perdendo. Perdemos o tempo de ser carinhosos, de dizer um “eu te amo”, de dizer
um “obrigado”, de dar um sorriso ou de dizer o quanto cada pessoa é importante
para nós. Ao invés disso, muitas vezes agimos com rudeza e não percebemos o
quanto isso machuca os nossos queridos. A família é o nosso maior bem.
Osvino Toillier
Oração: Amado Pai Celestial, sou grato a ti pela família que colocaste em minha vida. É verdade que temos os nossos defeitos, mas se tivermos a ti em nosso meio, nada nos faltará para sermos felizes. Abençoa a toda minha família, em nome de Jesus. Amém.
EG
Nossas deficiências...
Certo dia o pé, cansado de carregar o corpo com os
outros membros, disse: “Olha, eu estou farto de ser burro de carga dos outros.
Quero ter minha própria vida. Quero ser livre e fazer o que bem entender. Aqui,
neste corpo, sinto-me um escravo.”
E assim fez. Orgulhoso de sua decisão e coragem,
saiu mundo afora a passos faceiros.
O olho, que acompanhara tudo atentamente, olhou
para o corpo capenga e sentiu inveja da coragem do pé e decidiu: “Então o pé
não quer mais carregar o peso dos outros. Pois eu também estou cansado de tanto
esforço, de olhar, verificar, de apontar o caminho. E sempre para os outros. Eu
quero ser eu. Vou é me mandar.”
E lá foi o olho, radiante, satisfeito a rolar
pelos caminhos da liberdade que tantas vezes vira na televisão.
Assim que a mão percebeu que agora, sem pé ne
cego, o corpo e os outros membros precisariam ainda mais dela, resolveu cais
fora também. Disse: “Agora tudo estoura em mim. Preciso apalpar para substituir
o olho, preciso segurar e arrastar-me no chão para compensar a falta do p;e E
tudo isto além da minha tarefa de buscar, segurar e escrever. Vou para a minha
liberdade também.”
Contudo, passado algum tempo, o pé começou a
sangrar. Estava com os dedos e as unhas machucadas de tanto bater em pedra,
tocos e pisar em espinhos, pos era cego e nada enxergava. E ainda pssava fome,
porque não havia nada para lhe alcançar a comida. O olho passou por situações
piores. Ao atravessar uma rua, rolando pelo asfalto sujo de areia, perdeuparte
de sua visão e, quando viu, estava debaixo de um caminhão. Apavorado, sujo e
sentindo-se doente, descobriu que viver só era muito ruim. A mão, por sua vez,
teve dificuldades para andar. Deslocava-se batendo e pegando em tudo que é
coisa ruim e feia. O pé, a mão eo olho descobriram que sozinhos não podiam
viver e que juntos, no mesmo corpo, viveriam em melhor harmonia. Por isso,
voltaram e viveram para sempre unificados em um só corpo.
Osvino Toillier
Está escrito: “Pois o corpo não é feito de uma só parte, mas
de muitas. Se o pé
disser: “Já que não sou mão, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do
corpo. Se o ouvido
disser: “Já que não sou olho, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do
corpo. Se o corpo todo
fosse olho, como poderíamos ouvir? E, se o corpo todo fosse ouvido, como
poderíamos cheirar? Assim
Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis. Se o corpo todo fosse uma parte só,
não existiria corpo. De
fato, existem muitas partes, mas um só corpo... Pois bem, vocês são o corpo de
Cristo, e cada um é uma parte desse corpo.” 1Co 14-20; 27
Ferro-velho das almas
Era uma vez um ferreiro que, após
uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante
muitos anos, trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua
dedicação, nada parecia dar certo em sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas
e dúvidas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o
visitava e que se compadecia de sua situação difícil comentou:
- É realmente estranho que,
justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida
começasse a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda a sua
crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.
O ferreiro não respondeu
imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que
acontecia em sua vida.
Entretanto, como não queria deixar o
amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que
procurava. Eis o que disse o ferreiro:
- Eu recebo nesta oficina o aço
ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é
feito? Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique
vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e
aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada
num balde de água fria, e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor,
enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.
Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas
não é suficiente.
O ferreiro fez uma longa pausa, depois
continuou:
- Às vezes, o aço que chega até
minhas mãos, não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a
água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se
transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no
monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.
Mais uma pausa, e o ferreiro
concluiu:
- Sei que Deus está me colocando no
fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá e, às vezes,
sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única
coisa que peço é: “Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que
o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que
quiser – mas jamais me coloque no ferro-velho das almas”.
Osvino Toillier
Oração: Senhor amado, muitas aflições passamos nesta vida, mas sabemos que somente ao teu lado seremos sempre vencedores. Fortaleça-nos nesta certeza e confiança, Senhor Jesus. Amém.
EG
Proteção ou educação
Eu
era vizinho de um médico, cujo “hobby” era plantar árvores no enorme quintal de
sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar
árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção,
entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Passei
a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para
crescer. Um certo dia, resolvi aproximar-me do médico e perguntei se ele não
tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as
regava.
Foi
quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me
que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam
sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava,
as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar
para o fundo em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas
camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes
profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Disse-me, ainda, que
frequentemente dava uma palmadinha nas suas árvores com um jornal enrolado e
que fazia isso para que elas se mantivessem sempre acordadas e atentas.
Essa
foi a única conversa que tive com aquele vizinho. Logo depois, fui morar em
outro país e nunca mais o encontrei. Passados vários anos, retornei do exterior
e fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-se, notei um
bosque que não havia antes; percebi que o médico, meu antigo vizinho, havia
realizado seu sonho.
O
curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado: as árvores da
rua estavam arqueadas, como que não resistindo ao rigor do inverno. Entretanto,
ao aproximar-se do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas
árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente aquela ventania
toda.
Que
efeito curioso, pensei eu... As adversidades pelas quais aquelas árvores haviam
passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las
beneficiado.
Oração: Amado Senhor Jesus, bem sei que tua mão poderosa jamais colocará sobre mim um peso que eu não possa carregar. Mesmo assim te peço, ajuda-me. Em teu nome senhor. Amém.
Sobre abandonar amigos...
Um homem, seu cavalo e seu cão caminhavam por
uma estrada. Depois de muito caminhar, o homem se deu conta de que ele, o
cavalo e seu cão haviam morrido num acidente. A caminhada era muito longa,
morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam
desesperadamente de água. Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico,
todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro
da qual havia uma fonte onde jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se
ao homem que, numa guarita, guardava a entrada:
-Que lugar é este, tão lindo? Perguntou.
- Isto aqui é o céu, foi a resposta.
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com
muita sede, disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade,
disse o guarda indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com
sede.
- Lamento muito, disse o guarda. Aqui não se
permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado,
porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede.
Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem morro acima, com sede
e cansaço multiplicados, eles chegaram a um sítio, cuja entrada era marcada por
uma velha porteira semiaberta.
A porteira conduzia por um caminho
de terra, com árvores dos dois lados, que lhe faziam sombra. À sombra de uma
das árvores, estava deitado um homem, cabeça coberta com um chapéu. Parecia que
estava dormindo.
- Estamos com muita sede, eu, meu
cavalo e meu cachorro.
- Há uma fonte naquelas pedras,
disse o homem, indicando o lugar. Podem beber a vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram
até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado, disse ao sair.
- Voltem quando quiserem, respondeu
o homem.
- A propósito, qual é o nome deste
lugar? Perguntou o caminhante.
- Céu, respondeu o homem.
- Céu? Mas o homem na guarita ao lado
do portão de mármore disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, é o inferno.
O caminhante ficou perplexo.
- Mas então, disse ele, essa informação
falsa deve causar grandes confusões.
- De forma alguma, respondeu o
homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que
são capazes de abandonar seus melhores amigos...
Osvino Toillier
Jesus
disse: “Eu sou o caminho, a verdade
e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.” Jo 14.6. E também está escrito: “Pois o Cordeiro, que está no meio do trono,
será o pastor dessas pessoas e as guiará para as fontes das águas da vida. E
Deus enxugará todas as lágrimas dos olhos delas.” Ap 7.17.
Oração: Senhor Jesus, venha ser sempre
nossa fonte de vida, mate a nossa sede, a jude-nos a estar sempre com aqueles a
quem tu puseste em nossos caminhos, jamais desistindo de estarmos contigo. Em
teu nome. Amém.
Aparências enganam
Dois anjos viajantes pararam para passar a
noite na casa de uma família muito rica. A Família foi rude e recusou aos anjos
pernoitar no quarto de hóspedes da mansão. Foi oferecido o porão.
Ao fazerem suas camas no chão frio, o anjo mais
velho viu um buraco na parede e o consertou. Quando o anjo mais novo perguntou
por quê, o anjo mais velho respondeu: As coisas nem sempre são o que parecem
ser.
Na noite seguinte, os dois foram buscar repouso
na casa de um casal de fazendeiros muito pobre, mas muito hospitaleiro. Depois de
dividir com eles o pouco alimento que tinham, os anjos puderam dormir na cama
do casal e repousar bem por uma noite.
Quando o sol nasceu na manhã seguinte, os anjos
acharam o casal chorando muito. Sua única vaca, de onde tiravam o sustento,
estava estendida morta no chão. O anjo mais novo ficou enfurecido e perguntou
ao mais velho:
- Como você permitiu que isto acontecesse? O
primeiro homem tinha tudo, e ainda assim você o ajudou, retrucou, acusando-o. –
A segunda família tinha pouco, mas estava disposta a dividir tudo, e você
deixou que a vaca deles morresse.
- As coisas nem sempre são o que parecem ser,
retrucou o anjo mais velho. – Quando estávamos no porão, eu percebi que havia
ouro estocado no buraco da parede. Como o proprietário era tão obcecado e ganancioso e incapaz de
dividir sua fortuna, eu lacrei a parede para que ele não possa acha-lo. Na
noite passada, quando dormimos na cama dos fazendeiros, o anjo da morte veio
buscar a esposa dele, e eu lhe dei a vaca no lugar dela.
As coisas nem sempre são o que parecem ser.
Osvino Toillier
Oração: Amado Senhor
Deus, dai-nos sempre entendimento dos teus caminhos, paciência para segui-los,
e fé para termos certeza de que sempre serão os melhores caminhos para a nossa
vida. Em nome de Jesus. Amém.
EG
Nem pássaro nem fera
No mundo dos animais, a guerra pela
sobrevivência e ocupação de espaços é muito natural, provocando lutas e
batalhas.
Assim aconteceu certa vez entre
pássaros e feras. Na verdade, à luz da razão humana, faz pouco sentido, porque
uns dominam os ares e os outros, o chão. Mas a batalha ocorreu, e os pássaros
levaram a pior, tendo sido duramente castigados.
O morcego, que estava do lado dos
pássaros, ao constatar que as coisas não andavam bem, saiu de fininho e tratou
de salvar a sua pele. Escondeu-se embaixo de um tronco caído até o fim da
peleia.
Quando as feras vitoriosas, estavam
retornando para casa, ele saiu rapidamente de seu esconderijo e juntou-se a
elas. Reconhecido pelas feras como quem lutara a lado dos pássaros, o morcego
explicou:
“Eu? Não, vocês estão enganados. Eu
não lutei ao lado dos pássaros. Observem minhas orelhas e garras. E meus
dentes. Já viram, por acaso, pássaro com dentes caninos como os meus? Eu lutei
ao lado de vocês e faço parte das feras.”
Impressionadas com o argumento do
morcego, as feras embora não convencidas, deixaram-no ficar e forma para casa.
Mas houve outra batalha entre
pássaros e feras. Desta vez, a vitória ficou com os pássaros, graças a sua
estratégia aérea. O morcego, tão logo percebeu a tendência da batalha,
novamente se escondeu debaixo de um tronco. Terminada a luta, juntou-se aos
pássaros. Estes notaram sua presença e reagiram com firmeza:
“Você é nosso inimigo. Cai fora!”
O morcego, como fizera antes,
argumentou com os pássaros:
“Estão enganados. Já viram fera com
asas? Eu pertenço ao grupo de vocês!”
Os pássaros, enrolados pela lábia do
morcego, deixaram-no ficar com eles. E ele continuava trocando de lado sempre
que havia uma batalha. Mas chegou o dia em que pássaros e feras cansaram das
brigas e decidiram fazer as pazes. Revelaram então a história do morcego.
Formaram um conselho para decidir o que fazer com ele.
“Vá ficar com os pássaros,” disseram
as feras, “já que lutou com eles.”
“Não,” disseram os pássaros, “nós
não o queremos, afinal, ele mudou de lado sempre que perdíamos uma batalha.”
Enfim decidiram não dar abrigo ao
morcego e, em consequência, ele teve que voar sozinho à noite, não sendo acolhido
nem pelos pássaros nem pelas feras.
Ao morcego restou a dura realidade
de viver para o resto de sua vida na escuridão e esconder-se nas cavernas sem
luz.
Embora voe como pássaro, o morcego
não pousa em nenhum topo de árvore, sendo caçado por homens, feras e pássaros.
Osvino Toillier
Está escrito: No começo aquele que é a Palavra já
existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o
princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da
Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra era a
fonte da vida, e essa vida trouxe a luz para todas as pessoas. A luz brilha na
escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la. Jo 1. 1-5
E também: ... olhem para Jesus, que Deus enviou para ser o Grande
Sacerdote da fé que professamos. Pois ele foi
fiel a Deus, que o escolheu para esse serviço... Hb 3. 2-3
Jesus Cristo sempre permanecerá fiel
ao seu amor por você. Ele veio ao
nosso encontro para ser a nossa luz, para nos guiar para a vida eterna. Ele jamais troca de lado durante a batalha,
mas permanece fiel até o fim.
Oração: Senhor amado Jesus, Deus fiel e Salvador fiel,
obrigado por lutar todas as batalhas em nosso lugar. Todo nosso ser te louve
hoje sempre. Amém.
EG
Se melhorar Estraga
João era o tipo de cara que você gostaria de
conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo a
dizer. Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo: Se
melhorar estraga!
Ele era um gerente especial, pois
seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas
atitudes. Ele era um motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia
ruim, João estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.
Fiquei tão curioso com seu estilo de
vida que um dia lhe perguntei: “Você não pode ser um pessoa tão positiva o
tempo todo. Como você faz isso?”
“-Toda manhã quando acordo digo a
mim mesmo: João, você tem duas escolhas hoje. Pode ficar de bom humor ou de mau
humor. Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo de ruim acontece, posso
escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho
aprender algo. Toda vez que alguém reclama, posso escolher aceitar a reclamação
ou mostrar o lado positivo da vida.”
“Certo, não é fácil,” argumentei.
“É fácil,” disse João. “A vida é feita de
escolhas. Quando você examina a fundo toda a situação, sempre há uma escolha.
Você escolhe como reagir às situações. Escolhe como as pessoas afetarão o seu
humor. É sua a escolha como viver a sua vida.
Eu pensei sobre aquilo que o João disse e
sempre lembrava dele quando fazia uma escolha. Anos mais tarde, eu soube que
João cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta de manhã. Foi rendido
por assaltantes.
Dominado enquanto tentava abrir o cofre, sua
mão, tremendo de nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões
entraram em pânico e atiraram nele.
Por sorte ele foi encontrado a tempo de ser
socorrido e levado a um hospital. Depois de oito horas de cirurgia e semanas de
tratamento intensivo, teve alta, ainda com ferimentos de balas alojados em seu
corpo.
Encontrei João mais ou menos por acaso. Quando
lhe perguntei como estava, respondeu: “Se melhorar, estraga!”
Contou-me o que havia acontecido, perguntando:
“Quer ver minhas cicatrizes?” Recusei ver seus antigos ferimentos, mas lhe
perguntei o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.
“A primeira coisa que pensei foi que deveria
ter trancado a porta de trás,” respondeu. “Então, deitado no chão,
ensanguentado, lembrei que tinha duas escolhas: poderia viver ou poderia
morrer. Escolhi viver.”
“Você não estava com medo?” perguntei.
“Os paramédicos foram ótimos, Eles me diziam
que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom. Mas quando entrei na sala de
emergência e a via expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em
seus lábios eu lia: ‘este aí já era!’ Decidi então que tinha que fazer algo.
“O que você fez?”
“Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas
perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: ‘Sim’.
Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei: ‘Sou alérgico
a balas!’ Entre as risadas eu lhes disse: Eu estou escolhendo viver. Operem-me
como um ser vivo, não como morto.”
João sobreviveu graças à persistência dos
médicos, mas também graças à sua atitude. Aprendi que todo dia temos a opção de
viver plenamente... Agora você tem duas opções.
Osvino Toillier
Está
escrito: Mas os que buscam abrigo em ti ficarão contentes e
sempre cantarão de alegria porque tu os defendes. Os que te amam encontram a
felicidade em ti. Pois
tu, ó Senhor Deus, abençoas os que
te obedecem, a tua bondade os protege como um escudo. Salmo 5.11-12. O Senhor Jesus quer preencher o teu
coração com a alegria que vem do alto, para que todos os teus dias sejam
diferentes, novos, maravilhosos. Faça como o salmista diz, busque abrigo nele!
Oração: Senhor Jesus, transforma o meu
dia, e me ajuda a escolher sempre o que é melhor para a minha vida e minha fé.
Em teu nome, peço e agradeço. Amém.
EG
Um pedaço de pão...
Havia na Alemanha, logo após a segunda guerra
mundial, um médico que falecera com a idade 89 anos. Passada uma semana, seus
filhos encaminharam o inventário: encontraram algumas preciosidades guardadas
pelo pai num pequeno armário. Havia lá um colar de pérolas da mãe, uma
plaquinha de prata que o médico havia ganho na universidade, um objeto de
marfim da África e um pedaço de pão duro e seco.
Os filhos procuraram entender a
razão pela qual o pão se encontrava junto às preciosidades do pai, mas não lhes
ocorreu nada. Então chamaram uma antiga cozinheira, e esta contou o seguinte:
- Depois da guerra, havia pouca
comida no país. Estando o médico doente, um velho veio visita-lo e lhe deu
aquele pedaço de pão. Porém, o médico recusou-se a comê-lo e o mandou para a
vizinha, cujo filho também estava doente. “Eu já estou velho”, disse ele, “mas
aquela criança está no começo de sua vida.” A vizinha agradeceu ao receber o pão
e o enviou a um velho idoso. Este também não ficou com o pão e o mandou à sua
filha, que morava com duas crianças num porão perto dali. Esta, porém, com a
intenção de ajudar o médico, levou o pedaço de pão até ele. Ao chegar novamente
em suas mãos, o médico percebeu que se tratava do mesmo pão. Emocionado, disse:
“Enquanto permanecer vivo entre nós o amor que reparte seu último pão, não temo
pelo futuro. Este pão saciou a fome de muitas pessoas, sem que ninguém tivesse
comido dele um pedaço sequer. Vamos guarda-lo bem e, quando o desânimo se
abater sobre nós, olhemos para ele!”
Os filhos então compreenderam a ação
do pai e decidiram deixar entrar em seus corações o amor que reparte e anima.
Osvino Toillier
Jesus disse:
“— Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim
nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.” (Jo 6.35) Crer em Jesus é a única
forma de saciarmos toda a nossa fome. Ele quer vocêsaciar a sua fome física e
espiritual. Creia nisso!
Oração: Senhor Jesus, sacia minha fome e meu coração.
Alimenta-me com o pao da vida. Que eu esteja sempre em teus braços, especialmente
quando nõa tivem mais forças para prosseguir sozinho. Em teu nome. Amém.
EG
Devoção de abertura Congresso Esportivo DIJUVI
Queridos
Jovens, a Palavra de Deus sempre é a orientação para todos os nossos trabalhos.
Desde nossos estudos bíblicos, nossas reuniões, encontros, e também congressos.
Em nosso congresso esportivo não poderia ser diferente. A palavra de Deus quer
nos orientar neste dia de atividades físicas e espirituais.
Como
diretoria distrital, nos dispomos a estudar com vocês neste ano o livro de
Exodo. Ele destaca todo o trajeto que o povo de Israel teve de fazer até chegar
à terra que Deus tinha prometido. Começam como escravos no Egito, são
libertados por Deus, e conduzidos por Moisés e Arão, duvidam, caem, se
levantam, montam acampamento, desmontam, andam quarenta anos no deserto para
somente então, de acordo com a vontade de Deus, chegar ao alvo final.
No
meio desta caminhada aconteceram coisas muito importantes, inclusive para nós.
Uma das coisas mais importantes é a que está registrada no capítulo 20: os Dez
Mandamentos. Todos nós fomos instruídos por nossos pastores sobre o que
significam, o que são os mandamentos, como caímos em cada um deles. Os
mandamentos são a vontade de Deus para o seu povo, escrita de forma que o povo
compreenda.
Mas
não quero me ater aos mandamentos em si agora. Meu desejo é conversar com vocês
sobre o que Deus falou como introdução aos mandamentos, uma frase pequena que
muitas vezes deixamos passar batido: Deus falou, e foi isto o que ele disse:
“Meu povo, eu, o Senhor, sou o seu Deus.” 20.1ª
É
assim que ele começa a falar com Israel. Meu povo. Como Senhor dos Senhores,
ele sabe que Israel é um povo teimoso, é um povo briguento, que vai se desviar
dele muitas e muitas vezes. Mas mesmo assim, quando se dirige ao povo, Deus
diz: “Meu povo! Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Não importa o quanto vocês
caiam, não importa o quanto vocês se afastaram de mim, não importa a quantidade
de sangue que vou ter que derramar pelas mãos de vocês mesmos, eu ainda vou
chamá-los de meu povo.”
Deus
nunca muda, nunca se transforma, e sua palavra amorosa, que chama a humanidade
para si continua sendo a mesma: meu povo! Não porque somos jovens que deixamos
de fazer parte deste povo sagrado, não é porque não sabemos direito o que fazer
de nosso futuro que deixamos de ser povo escolhido, não é por causa dos nossos
pecados que Deus deixa de lhe estender a mão e repetir em alto e bom som: “Meu
povo, eu o Senhor, sou o seu Deus.” Você jovem, faz parte deste povo, que é
muito maior do que os jovens que estão reunidos aqui, que é maior do que todas
as pessoas que estão reunidas nos cultos de hoje de manhã em nosso distrito.
Somos parte de um povo que começou com Israel, passou pelos reis, profetas,
apóstolos discípulos, reformadores, líderes e jovens, e assim como foi até
hoje, continuará crescendo até o dia da volta do nosso Senhor Jesus. Este povo,
de tão grande, não pode ser numerado, de tão poderoso, não poderá ser contido,
(nem as portas do inferno prevalecerão), onde cada integrante tem um papel a
ser cumprido. O apóstolo diz que alguns são mãos, outros são olhos, outros são
ouvidos de um mesmo corpo, de um mesmo povo. Mas o cabeça e guia é Jesus.
A nova aliança que foi estabelecida pelo sangue redentor
é a mesma que hoje rege a vida de vocês. Aproveitem a chance que Deus lhes
estende para fazer parte desta nação imensa, para viver de acordo com as leis
de Deus, também durante os jogos, para crescer como família da fé, como irmãos
que tem o mesmo guia e fazem parte do mesmo povo a quem Deus se dirige dizendo:
“Meu povo, eu o Senhor, sou o seu Deus.Oração: Amado Senhor Jesus, a tua aliança conosco transforma as nossas vidas, e por isso te agradecemos. Ajuda-nos a vivermos em teu caminho, a sermos tuas testemunhas e a termos um coração quebrantado por teu amor. Senhor, em teu nome pedimos e agradecemos. Amém.
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